DO LIBERALISMO

Estamos na Era do relativismo, do materialismo e do liberalismo. Destes três males, o mais antigo é o Liberalismo, no sentido da liberdade colocada para qualquer fim, acima do bem, como se fosse uma deusa. Esta novidade surgiu a partir da premissa de que o homem da idade média poderia ter liberdade para escolher entre o bem ou o mal. Até aí entendia-se liberdade por liberdade de escolher pelo bem, sendo escolher o mal apenas por erro. 

 

Desde a idade média, quando este princípio surgiu, até os dias de hoje, o conceito de liberdade foi se dilatando até se tornar o que é hoje, quando ser livre te leva para qualquer fim, menos para a salvação da sua alma que é a missão master que recebemos quando ganhamos de Deus o dom da vida ao nascer. 

 

É lógico que, com a mentalidade que possuímos hoje, sem um passeio adequado pela mentalidade dos tempos da idade média, de um cristianismo resplandecente, onde liberdade era unicamente o zelo pelo bem, não é possível compreender a sentença que descreve o fato. Mas, se olharmos bem, no andamento da história da humanidade desde os primórdios, em vários momentos as crenças pagãs dominaram o mundo com formatos de sociedade onde a escravidão seguida pelo sacrifício humano eram normatizados. Foi somente com o Santo Sacríficio de Cristo, morrendo na Cruz,  que a humanidade teve acesso a um princípio de liberdade individual capaz de permitir ao indivíduo por si só oferecer-se a Deus, sem a necessidade de que fosse em sacrifício, pela salvação de sua própria alma. A liberdade de escolher o bem estava consolidada. 

 

O Liberalismo é então a primeira ideologia das que conhecemos hoje. Entende-se por ideologia, tudo o que está à margem da realidade, existindo por força do querer de alguém, em alterar algo que ocorre por si, em detrimento de colocar no lugar o desejo de si, ou de um grupo. Vejamos o caso mais famoso de ideologia, o comunismo, que a grosso modo visa tornar comum a todos os mesmos recursos, as mesmas oportunidades, gerando igualdade. Mas, esta igualdade afronta a natureza da individualidade humana, a própria natureza e a realidade que acontece doravante seu próprio desejo e indiferente à tentativa humana de alterá-la. Onde tentou-se implementar o comunismo houve fome, miséria, desigualdade e genocídio. Assim também é com toda ideologia quando sonhada e idealizada, mudando apenas o grau de proporção.

 

Conservar o princípio de liberdade de acordo como ela foi criada é uma batalha de uma guerra que a Igreja Católica está lutando à séculos. Primeiramente, esta guerra, que é silenciosa, ocorre internamente. O Diabo sabe que plantar seus soldados no seio do inimigo é uma estratégia sapiente e desleal, o que não é problema para o autor de todo o mal. Depois, a batalha ocorre nos corações dos cristãos, que deveriam ser soldados de Cristo, mas cuja mente de grande parte foi cooptada pelos soldados do Diabo, muitos travestidos pelo sacerdócio e que plantando as ideologias em seus corações, fazem dos fiéis massa inerte no campo de batalha.


É necessário lutar bravamente contra a cultura do liberalismo e demais ideologias, até o ponto em que se restaure a liberdade como um caminho de salvação das almas para Deus. Olhar para o passado, com os pés bem fixos no presente é a melhor maneira de garantir que se possa haver um futuro. Diga-se futuro, especialmente, aquele para além desta vida, que é o que realmente importa. 

 

Em Cristo entregue a proteção da Virgem Maria.