Sucesso!!! Parabéns!!!

É preciso estar em um grande centro para ter sucesso?

É preciso estudar em Escolas renomadas para ter sucesso?

Talvez isso possa fazer diferença, e muitas vezes faz. Mas ao mesmo tempo, quando há uma conjunção de: família motivadora, aluno interessado e professores competentes,em que  o resultado pode ser fantástico.

Aproveito este veículo de informação para me congratular com Andrew Mairon Nogueira Pereira. Um exemplo a ser seguido.

Um tanto “levado” em sala de aula, mas muito dedicado e estudioso. Incentivado por sua família, soube aproveitar o que a Escola lhe ofereceu.

Aluno que fez Ensino Fundamental e Médio em Jacareacanga – PA. No mês que concluiu o Ensino Médio fez vestibular no Instituto IESPES em Santarém, sem ajuda de nenhum cursinho pre-vestibular e ficou em 1º lugar. Fez sua faculdade como bolsista pelo desempenho e atuou como monitor auxiliando a outros dentro da instituição.

E agora, novamente sem auxílio de cursinhos extras, atinge mais uma conquista. O ingresso no Mestrado.

 

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Enquanto seu Professor e atualmente na Direção da Escola Estadual Ensino Médio Brig. Haroldo Coimbra Veloso, devemos nos congratular com a família e amigos, parabenizá-lo e dizer de nosso orgulho.

Parabéns!!!!

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O QUE FICA?!?!

 

A vida de qualquer ser humano é feita de fatos e/ou situações, inusitados, por acaso ou planejados.

Os fatos que ocorrem por acaso ou de forma inusitada, normalmente não demandam de tempo e recursos, planejamento e execução. simplesmente acontecem.

Porém há momentos que são marcantes, como aniversários, casamentos, encontros familiares ou sociais.

Estes, normalmente demandam tempo, trabalho, organização, e recursos financeiros para que possam acontecer a contento, bem como, alguns que buscam atender determinados padrões sociais, a demanda é ainda maior.

Para marcar certos momentos, fazemos grandes investimentos de tempo e dinheiro. Pra que? Por que? O que fica?

Ficam as lembranças! Ficam as amizades! Ficam a convivência com parentes e amigos. E isso é o que realmente fica, o que realmente importa, o que realmente levamos por toda vida. Que fica na mente dos que permanecem depois que não estivermos mais. E quando documentado, permanece para as gerações posteriores.

Mas e o Dinheiro? Trás felicidade? Sim e Não!

Na verdade, tudo depende de como encaramos o dinheiro em nossa vida. Quando nos apegamos excessivamente ao dinheiro e o utilizamos de forma equivocada ou buscamos obtê-lo a qualquer custo ou por qualquer meio, com certeza a felicidade será apenas momentânea.

Quando o dinheiro está presente na vida das pessoas de forma honesta, fruto do trabalho e em quantidade suficiente para realizar estes momentos, ai sim, ele pode ser considerado proporcionante de felicidade.

Meu pai, depois de uma vida inteira de trabalho e condução da sua vida e da vida de sua família (esposa e filhos) com integridade, finalmente, aos 65 anos de idade, possou a usufruir esses momentos diferenciados de felicidade em viajar e desfrutar daquilo que o dinheiro pode proporcionar. Creio muito que tudo isso é a colheita de tudo o que plantou em sua árdua caminhada de vida.

Quiçá pais não precisem se sacrificar tanto como o meu precisou para oferecer um mundo de oportunidades aos filhos. Quiçá todos os filhos possam ver nos seus pais, inspiração para manter esse legado de luta e conquista através da integridade. Creio ter herdado esse legado e é isso que eu desejo passar adiante.

OS MUNDURUKUS E A POLÍTICA

 

Desde muito cedo, aprendemos que tudo o que fazemos é política, tomadas de opiniões, tomadas de decisões, escolhas, tudo são situações políticas.

Em outro post, comentei a respeito da presença dos Índios Mundurukus na Amazônia e mais especificamente, em Jacareacanga. Como qualquer povo instituído, este também tem suas crenças, cultura, hábitos alimentares e língua materna próprias. Tudo isso é carregado de situações políticas internas estabelecidas ao longo dos tempos.

No entanto, a abordagem deste post, é a participação indígena Munduruku na política partidária, mais especificamente em Jacareacanga, que desde muito cedo, na História do município, se fizeram presentes. Assim foi no processo de emancipação, bem como no exercício de cargos eletivos.

Nesse sentido, vale frisar que, em seis mandatos políticos, apenas no primeiro mandato o vice-prefeito não foi um indígena. Por dois mandatos seguidos (2º e 3º mandatos), o vice-prefeito foi Isaías Kirixi Munduruku; no 4º mandato o vice-prefeito foi José Kirixi, enquanto que nos dois últimos mandatos, o vice-prefeito de Jacareacanga é Roberto Kirixi Munduruku.

Atualmente, o legislativo municipal conta com quatro vereadores indígenas, dentre os onze que compõe o quadro. Porém, é interessante ressaltar que em determinados momentos, os indígenas chegaram a ser maioria entre os legisladores municipais. Foi na quinta legislatura, quando ainda eram apenas nove vereadores, sendo que, destes, cinco eram indígenas.

Outro fato importante é relacionado ao Vereador Hans Amâncio Caetano Kabá Munduruku, filho do cacique geral, saudoso Biboy Kabá. Hans foi eleito vereador por cinco mandatos consecutivos. Apenas não foi eleito neste último pleito, muito provavelmente em função de um acidente em que o mesmo foi atropelado por uma moto, no início do período de campanha em 2012.

Hans Kabá é formado em Letras e em 2014, chegou a exercer em Belém, a função de Coordenador de Educação Indígena, dentro da Secretaria de Estado de Educação. A distância de seus parentes o fez repensar e retornar ao convívio dos seus

Em um próximo post sobre os Mundurukus, falaremos sobre formação acadêmica entre os mesmo e as perspectivas educacionais.