DA EDUCAÇÃO, O RELATÓRIO E YALE

No ano de 1828, nos EUA, Universidade de Yale, era lançado um relatório bastante preocupado com o rumo pelo qual a finalidade da educação estava tomando. Em suma, este relatório, assinado pelo corpo docente daquela universidade, tratava de uma guinada bastante radical para aqueles tempos e que viria de fato a acontecer. Uma mudança de visão que poderia levar a humanidade a um patamar inimaginavelmente inferior no sentido de sua capacidade de erudição, intelectualidade, domínio geral das ciências, das línguas, do pensamento e da transcendência. 

 

Passaram-se 191 anos do lançamento do relatório e o que vemos em educação, no sentido estrito da palavra, é realmente uma grave queda de qualidade e abrangência. O ponto fulminante para a queda do sentido de educação, como ela foi criada para ser, está mesmo no ensino superior. Era no ensino superior que se buscava formar o homem para a humanidade e para Deus. O que veio a seguir foi uma educação para direcionar os estudantes para aprenderem apenas um tema; a sua profissão. Trocando em miúdos, sai o ensino abrangente, meticuloso e gradual a respeito do todo, para ensinar o homem uma profissão, de maneira rápida e breve que lhe fecha numa pequena bolha do todo. 

 

De acordo com artigo do site do Instituto Burke, intitulado “O que a nossa educação superior tem a aprender com o Relatório de Yale de 1828?” de Jocinei Godoy; “Quem estuda desse modo acaba por ter sua vaidade inflada achando que sabe de tudo, quando, na verdade, sabe pouquíssimo acerca das coisas tornando-se alvo de chacota e vergonha pública diante dos homens de erudição e sabedoria. O contexto educacional brasileiro de educação superficial normalmente tem formado pessoas com esse tipo de comportamento. Acham que sabem e podem opinar inequivocamente sobre tudo.” 

 

A época do relatório era um tempo de crescimento industrial, onde uma demanda por profissionais especializados também crescia. O setor passa então a pressionar as universidades para que revolucionem o seu sistema, a fim de buscar uma educação profissionalizante, em detrimento daquela que vinha dos séculos anteriores e que visava, como foi dito, a formação humana como um todo. 

 

É claro que esta pressão, com o tempo, somada a sanha revolucionária dos simpáticos da Revolução Francesa, iluminista, acabou sobressaindo-se ao pudor conservador pela manutenção daquilo que era um ganho acumulado. Este fator, que por si só geraria a perda gradual do conhecimento em escala geral mas, ainda somado às más filosofias e às insurgentes correntes teológicas, acabaram por degradar de vez o sentido de educação para os séculos seguintes. 

 

É possível afirmar, categoricamente, que o sistema educacional de hoje, meio que padronizado no mundo todo, mais serve para dar aos povos um tipo de conhecimento direcionado, que visa colocar a massa em uma espécie de “brete intelectual”. Desta forma, o atual modelo de educação serve apenas para satisfazer aos agentes supra nacionais, globalistas e anti-soberânicos, que visam controlar as populações através dos seus respectivos governos em cada país, devidamente alinhados a este propósito.

Há um meio de buscar aquela formação de outrora e superar a atual, e, se faz urgente e necessário buscar. É tendo curiosidade, interesse, humildade e uma busca sincera pela verdade. Não esperar que um agente público ou o governo o faça por nós, porque nunca o farão! A grande guerra dos nossos dias é contra o relativismo endêmico que coloca tudo dentro da mesma caixa. Fora desta caixa está a profundidade da verdade contente em nossa alma. Uma verdade que já foi revelada por Deus e que está a nosso alcance. 

 

Em Cristo entregue a proteção da Virgem Maria.

DA LINGUAGEM

Em meus textos busco mostrar para o leitor os pontos que esclarecessem; como acontecimentos históricos influenciaram para que o panorama do presente se constituísse da maneira como se apresenta hoje. Tento mostrar como tudo passa pelo desenvolvimento do pensamento que fulmina em linhas filosóficas boas ou ruins. Ocorre que, para que estas linhas filosóficas atinjam o público, é necessário que se faça uso da linguagem. É necessário que as ideias verbalizem-se. É necessário que as palavras que vão externar as ideias sejam selecionadas cuidadosamente. 

 

Em princípio parece meio óbvio dizer que a linguagem é o meio de se transmitir uma linha filosófica porém, se esta linha filosófica possuir objetivos maquiavélicos ou meramente qualquer desconexão com a verdade, a linguagem deixa de ser instrumento natural, para tornar-se ferramenta desta sofisma. 

 

Ao longo dos séculos ocorreram muitas guerras. Porém, ao mesmo tempo, muitos governantes audaciosos e estratégicos usaram o poder da comunicação para persuadir e dissuadir adversários, conquistar adeptos e levar o povo a crer nos argumentos previamente pensados, evitando ou provocando, inclusive, outras guerras, de acordo com seus planos. Uma vez convencido, o povo entrega-se de corpo e espírito, diferenciando-se apenas a finalidade através dos meios, que podem ser até piedosos ou então descaradamente inescrupulosos quando persuadem o público através de infido estado de bem estar material, luxúria, soberba e etc… 

 

É claro que o Santo Evangelho também foi transmitido através do poder da linguagem mas, é aí que está a diferença entre o uso da comunicação para o bem ou para o mal. Este, ao contrário das sofismas, fôra instrumento para que a humanidade alcançasse uma unidade cultural capaz de propiciar haver diplomacia entre os povos e países, com leis justas, reconhecidas e respeitadas mutuamente na maior parte do mundo.

 

A transmissão do Santo Evangelho jamais precisou de ferramentas de linguagem já que está alinhado à verdade natural das coisas. Quando estratégias são baseadas na linguagem como ferramenta, elas servem para o amplo controle dos povos como por exemplo; através do apelo a falsos deuses, pelo medo e a mais recente criação dos arautos do inferno: a inversão cultural provocada por um falso “estado de bem estar social”. 

 

Neste quesito, não é segredo pra ninguém que a União Soviética criou uma verdadeira máquina de propaganda para desinformação onde praticamente todas as notícias eram criadas de acordo com o plano de dominação e nunca de acordo com a verdade da realidade, escondendo suas atrocidades, enaltecendo suas falsas virtudes, anseios e principalmente, caluniando adversários com falsas informações plantadas através de um vasto sistema de espionagem infiltrado.

 

O estado de bem estar social é uma criação vil e impiedosa, porque leva a determinado povo exposto, a pôr-se em determinada confortabilidade capaz de dar-lhe a sensação, também falsa, de segurança de que não lhe faltará alimento, remédio e abrigo. Esta falsa sensação de conforto e comodidade faz com que o homem médio deixe de preparar-se para o pior, baixando sua guarda, seu aspecto físico, intelectual, comportamental e mental. Em suma, decresce o poder de interlocução, empobrece-se o vocabulário e quando faltam palavras, falta-lhe compreensão. Em poucas gerações o empobrecimento linguístico leva este povo a sofrer para requerer a sua liberdade roubada por sequer saber como expressá-la. Com o evento da globalização, esta estratégia foi elevada ao nível de linha de produção, chegando à todos os povos da terra através sempre de agentes altamente interessados em proporcionar mais bem estar social, apresentando-se como protetores dos direitos humanos, dos oprimidos e das minorias. Todas as ideologias usam destas estratégias.

 

Somente o interesse, a curiosidade, a investigação e a busca sincera pela verdade, através da leitura, podem nos livrar das prisões intelectuais e da perda alienante da nossa liberdade. Nenhum truque de linguagem é páreo para uma mente verdadeiramente livre intelectualmente. 

 

Em Cristo entregue a proteção da Virgem Maria.

A VERDADE

Caro leitor, você já se perguntou o que é a verdade? 

 

O uso conceitual desta palavra, ao longo da vida,  define o caráter, o histórico e a grandeza de um homem. 

 

A verdade está no ser de todas as coisas. Portanto, só existe uma verdade possível. Não existem meias verdades, nem mesmo duas verdades. Mesmo que pareça sincera, uma “não verdade” deixa sempre a desejar, se confrontada com a realidade, porque justamente, não se conecta com ela. 

 

Aqui, não cabe a mim definir o que é verdade e como você pode buscá-la, porque homens muito maiores do que eu já o fizeram. Sócrates (470 – 399 aC.), que é o filósofo que criou a ideia da busca pela verdade, diz que a verdade está na essência daquilo que não percebemos, mas que podemos alcançar pelo trabalho do nosso pensamento, e o que o pensamento conhece da verdade a partir da essência da realidade, das ideias e dos valores, chama-se “conceito”. De acordo com Sócrates, conceito diverge de opinião, sendo a verdade possível de ser encontrada, não nas opiniões, porque são variáveis, mas no conceito das coisas, porque o conceito é universal e absoluto. São Tomás de Aquino (1225 – 1274 dC.), considerado o maior filósofo da era Cristã, define a verdade como aquilo que está no “Ser” das coisas, algo que é real, autêntico e possui substância de verdade. 

 

Especialmente hoje, quando se fala regularmente em Fake News (notícias falsas), justamente porque não é a verdade dos fatos que interessa e se busca noticiar, mas visões da realidade que transformam a maneira de seus interlocutores de ver os fatos, de maneira que sejam contemplados os interesses dos mais variados grupos por trás da notícia, é que se tornou vital aprender a conhecer a verdade. E para conhecer a verdade é preciso despir-se de conceitos fáceis e de emoçõe. É preciso usar a razão, abandonar a preguiça e tomar gosto pela leitura, pela investigação, deixando de lado o hábito de ouvir somente a opinião que gostamos, mas também aqueles de quem não gostamos, com sinceridade e humildade. 

 

Na outro artigo também publicado aqui neste espaço, eu dissertava sobre a época de formação acadêmica de Martinho Lutero, o fundador da corrente luterana. Período onde todas as universidades foram tomadas, através do engajamento dos professores, por uma linha filosófica, chamada Nominalismo, que consistia a grosso modo em nominar as coisas de acordo com a sua aparência e não, como deve ser, de acordo com a sua substância. Por exemplo; uma árvore para ser chamada pelo nome “árvore”, deveria ter aquela aparência regular de árvore. Porém, sabemos  que para ser árvore, basta que a planta possua substância de árvore, pouco importando sua aparência. Assim, o nominalismo aplicado à realidade, provocou um sem número de distorções em praticamente todas as áreas de pensamento. Lutero é um exemplo da subversão a que esta ideologia levaria seus adeptos. Ele incorreu em erro, um erro advindo desta corrente filosófica que não comungava da verdade dos fatos, da verdade da realidade, da verdade conceitual e do ser das coisas. O resultado foi a malfadada reforma protestante.

 

Da queda protestante até aqui já se passaram mais de quinhentos anos mas, conceitualmente, ainda não amadurecemos o suficiente a ponto de sermos povo livre das armadilhas ideológicas, ao contrário, estamos submersos num viscoso mar de ideologias, que atendem os mais variados e doentios desejos da nossa matéria ao nosso bel prazer. 

 

A busca genuína, esforçada e sincera pela verdade é a única saída para salvar-nos destes males sempre atuais. Isto requer sacrifício mas, com a ajuda de Deus, venceremos. 

 

E Cristo entregue a proteção da Virgem Maria. 

DO NOMINALISMO

Criaram-se um sem número de definições para o termo Conservador, com a intenção de torná-lo relativo, superficial e até pejorativo. Hoje, este termo, depois de tanto ser demonizado, está sendo resgatado especialmente para definir viés político. Mas, embora a maioria dos políticos que se definem como conservador tenham boa intenção, ainda é muito pequeno, quase ínfimo o número de políticos e agentes ligados à política que reconhecem e assimilam o verdadeiro sentido do termo conservador como ele foi criado para ser. Conservador é quem se preocupa em conservar as leis eternas e transcendentes, os valores indissolúveis da existência humana, como o direito a vida, o direito natural, família, religião e etc.. 

 

O alargamento das liberdades provocado por muitas filosofias mal concebidas, bem como a expansão de conceitos que agradavam mais à natureza material do ser do que sua natureza mística transcendente, levaram gerações inteiras a se distanciar da verdade, para aprofundar-se em terrenos muito mais rasos, como é o caso do Nominalismo, por exemplo. O Nominalismo, que possui uma matriz advinda do Liberalismo (último artigo deste blog), é uma vertente filosófica inventada por um frade Franciscano chamado Guilherme de Ockham e que posteriormente, num período decadente, filosoficamente, da história, foi um pensamento dominador nas universidades mais famosas da Europa. Este período nada mais foi do que o período acadêmico de formação de Martinho Lutero. Martinho é um personagem importantíssimo para a história da humanidade porém, não por ter feito uma reforma religiosa ou qualquer outro intento mas, porque sua incursão revolucionária teria amplificado o desejo por revoluções ao longo dos séculos seguintes, desviando o andar natural das sociedades, de um senso de reforma natural, para um senso revolucionário que aniquilou com a vida de milhares de pessoas em genocídios e catástrofes humanitárias oriundas deste mesmo desejo. Lutero, que dezenas de vezes em seus Tischreden (escritos à partir de conversas à mesa) afirmou ser Ockhamista, formou boa parte de sua filosofia, a partir da natureza equivocada e da confusão que o Nominalismo criara naquele tempo.

 

Este período referido trata-se de meados do século XVI, um momento de crise intelectual, teológica e moral, em que a própria Igreja Católica lutava para encontrar-se em meio a uma sucessão de acontecimentos infortúnios ligados à Santa Sé, como o exílio de Avinhão, um cisma e a reconstrução de Roma pós exílio, entre outros. Anteriormente a este período, tivemos um dos mais brilhantes períodos da filosofia, com São Tomás de Aquino, na idade média. Porém, quando Lutero então frequenta a universidade, quase não haviam pensadores tomistas, ao contrário, quase todos os professores estão permeados pelo pensamento Ockhamista, nominalista, que numa linha geral assemelha-se ao que existe hoje, com o pensamento marxista dominando o meio educacional vastamente, impedindo que aconteça um debate entre correntes filosóficas variadas e distintas que poderia trazer luz à razão e maior ganho filosófico. Ou seja, imperava uma corrente filosófica estéril, como estéril sempre foi a reforma promovida por Lutero e que posteriormente ganhou uma cara mais arrumadinha, com os arranjos em sua teologia promovidos por sucessores do protestantismo no decorrer dos séculos.

 

A história, mais do que nunca, mostra como os erros vão se repetindo, e, assim como o povo da revelação errou pecando contra Deus muitas vezes, levado assim a punições severas como os intermináveis exílios, também o povo da Nova Aliança vem errando e pecando contra Deus, ao adotar um sem número de ideologias ao longo da história. Se o castigo de outrora eram os exílios, os destes tempos vem sendo o massacre imposto pelas ideologias genocidas.

 

Como diz Russel Kirk: “A continuidade da experiência de um povo oferece uma direção muito melhor para a política do que os planos abstratos dos filósofos de botequim”. Em outras palavras, não é possível haver continuidade com alardes de revolução ecoando em todos os setores, ainda mais naqueles que são intrínsecos à natureza humana como a mais recente de todas as revoluções, a atualíssima revolução de gênero. Deus nos livre e guarde. 

 

Em Cristo entregue a proteção da Virgem Maria. 

DO LIBERALISMO

Estamos na Era do relativismo, do materialismo e do liberalismo. Destes três males, o mais antigo é o Liberalismo, no sentido da liberdade colocada para qualquer fim, acima do bem, como se fosse uma deusa. Esta novidade surgiu a partir da premissa de que o homem da idade média poderia ter liberdade para escolher entre o bem ou o mal. Até aí entendia-se liberdade por liberdade de escolher pelo bem, sendo escolher o mal apenas por erro. 

 

Desde a idade média, quando este princípio surgiu, até os dias de hoje, o conceito de liberdade foi se dilatando até se tornar o que é hoje, quando ser livre te leva para qualquer fim, menos para a salvação da sua alma que é a missão master que recebemos quando ganhamos de Deus o dom da vida ao nascer. 

 

É lógico que, com a mentalidade que possuímos hoje, sem um passeio adequado pela mentalidade dos tempos da idade média, de um cristianismo resplandecente, onde liberdade era unicamente o zelo pelo bem, não é possível compreender a sentença que descreve o fato. Mas, se olharmos bem, no andamento da história da humanidade desde os primórdios, em vários momentos as crenças pagãs dominaram o mundo com formatos de sociedade onde a escravidão seguida pelo sacrifício humano eram normatizados. Foi somente com o Santo Sacríficio de Cristo, morrendo na Cruz,  que a humanidade teve acesso a um princípio de liberdade individual capaz de permitir ao indivíduo por si só oferecer-se a Deus, sem a necessidade de que fosse em sacrifício, pela salvação de sua própria alma. A liberdade de escolher o bem estava consolidada. 

 

O Liberalismo é então a primeira ideologia das que conhecemos hoje. Entende-se por ideologia, tudo o que está à margem da realidade, existindo por força do querer de alguém, em alterar algo que ocorre por si, em detrimento de colocar no lugar o desejo de si, ou de um grupo. Vejamos o caso mais famoso de ideologia, o comunismo, que a grosso modo visa tornar comum a todos os mesmos recursos, as mesmas oportunidades, gerando igualdade. Mas, esta igualdade afronta a natureza da individualidade humana, a própria natureza e a realidade que acontece doravante seu próprio desejo e indiferente à tentativa humana de alterá-la. Onde tentou-se implementar o comunismo houve fome, miséria, desigualdade e genocídio. Assim também é com toda ideologia quando sonhada e idealizada, mudando apenas o grau de proporção.

 

Conservar o princípio de liberdade de acordo como ela foi criada é uma batalha de uma guerra que a Igreja Católica está lutando à séculos. Primeiramente, esta guerra, que é silenciosa, ocorre internamente. O Diabo sabe que plantar seus soldados no seio do inimigo é uma estratégia sapiente e desleal, o que não é problema para o autor de todo o mal. Depois, a batalha ocorre nos corações dos cristãos, que deveriam ser soldados de Cristo, mas cuja mente de grande parte foi cooptada pelos soldados do Diabo, muitos travestidos pelo sacerdócio e que plantando as ideologias em seus corações, fazem dos fiéis massa inerte no campo de batalha.


É necessário lutar bravamente contra a cultura do liberalismo e demais ideologias, até o ponto em que se restaure a liberdade como um caminho de salvação das almas para Deus. Olhar para o passado, com os pés bem fixos no presente é a melhor maneira de garantir que se possa haver um futuro. Diga-se futuro, especialmente, aquele para além desta vida, que é o que realmente importa. 

 

Em Cristo entregue a proteção da Virgem Maria. 

REVOLUÇÃO E CONFUSÃO 

Sem dúvidas, os tempos são difíceis de ser compreendidos. Não por acaso, uma chave de pensamento foi disseminada ao longo dos últimos séculos de maneira que pessoas com estilo de vida similar podem possuir maneiras de pensar antagônicas, umas das outras. É a matriz revolucionária.

 

De fato são tempos confusos mas, cuja a confusão foi instalada propositalmente. A confusão afasta as pessoas da verdade natural, torna seres humanos menos pensantes e ao mesmo tempo em que se reduz a produção de pensamentos, o homem se sente, paradoxalmente, mais capaz de dominar a razão, o que é trágico. Para isto, basta o indivíduo estar numa posição confortável, social, familiar ou profissionalmente e esta pessoa, limitada na amplitude de seu pensamento e que ao mesmo tempo sente-se dotada da razão, torna-se peça facílima de ser manipulada por qualquer propaganda midiática. E no final, ainda acha que possui pensamento crítico acerca daquilo tudo que pensa. Sente-se capaz de opinar sobre todos os assuntos, mesmo que não tenha embasamento nenhum, mas o faz amparado pelo famoso “eu acho”. São os famosos filósofos do EU ACHO!

 

A confusão é uma vitória do Diabo, que após sua gloriosa derrota pela Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo na Cruz, perdeu seu protagonismo neste mundo. Mas, ele não deixaria barato e com muita artimanha e maquiavélica arquitetura, de revolução em revolução, plantou a confusão e o mais completo descaminho no coração da humanidade, começando basilarmente com a reforma de Lutero, passando pela revolução francesa, a revolução russa, e o sistema de propaganda soviético, até desembocar nos dias de hoje. 

 

Com a revolução de Lutero, o Diabo conseguiu, além de provocar divisão, o que já é uma grande vitória d’ele, mas também, fazer com que os homens colidissem uns contra os outros usando o próprio Cristo como motivo. Afinal, os então auto apartados passam a perseguir os católicos supostamente em “nome de Deus”, achando-se purificadores, renovadores e salvadores da fé original. 

 

A confusão em que nosso mundo de hoje chegou é tamanha, que serão necessárias dezenas de gerações para alcançarmos o nível de cognição que a humanidade possuía durante a idade média. Isso mesmo, a idade média tão mistificada hoje e comumente tratada pela alcunha de tempos sombrios. Uma época em que a arquitetura atingiu seu ápice de beleza e perfeição, a literatura desfrutou de clássicos como a Divina Comédia, de Dante, de uma tal genialidade jamais obtida em qualquer outro tempo. Justamente a idade média, de recursos tão escassos, de pouquíssimo conforto e de escassez de alimentos, mas de riquíssima espiritualidade Cristã.

 

Hoje, estamos em ostensivo estado de bem estar social. Pelo menos no Ocidente. Estamos na era da tecnologia, que hora supre nossas necessidades, hora nos hipnotiza. Temos produção de alimentos em escala suficiente para que não seja difícil obtê-los. Temos produção de medicamentos em variedade capaz de prolongar nossa existência. Temos produção de bens de consumo capaz de nos dar conforto e segurança. Tudo isto, apesar de parecer excelente, nos leva cada vez mais para um comportamento natural dos animais: a fuga do sofrimento e a busca do prazer. E sim, este é um comportamento animal. Sei que para alguns esta resolução simplíssima gera surpresa, pois trata-se da realidade de muitos. Mas, é pensando nisto que, se, com muita humildade, pudéssemos começar a imaginar o quão superior nós humanos deveríamos ser, a começar por abandonar os desejos desenfreados do nosso corpo físico, para alimentar nossa alma e prepará-la para a vida que importa, que é aquela que inicia quando esta acaba. 

 

Há muito trabalho a vista de quem vislumbra limpar a sujeira da confusão. Mas, é preciso começar. 

 

Em Cristo entregue a proteção da Virgem Maria.

Que comecem as Cruzadas

Cruzadas

É com grande honra que passo a escrever, periodicamente, neste nobilíssimo espaço, onde me dão a oportunidade de compor uma linha de pensamento bastante escassa, hoje, nos veículos de comunicação do Brasil, da qual escreve-se sobre os bens duráveis desta vida, aqueles que somente o Deus criador pode os ver e que acumulamos como frutos advindos da nossa boa seiva. 

Meu nome é Cleber, sou Rodeiense de nascimento, onde vivi até 21 anos de idade. Depois, somam-se 4 anos residindo em São Paulo, capital. Mais 2 anos embarcado em navio de cruzeiros e após isso, mais 9 anos morando em Pelotas, no sul do nosso estado. Há quase 2 anos retornei em definitivo para viver em Rodeio Bonito. Em Pelotas fui bancário junto ao banco Santander, o qual conhecia das ruas tradicionais da Europa, onde muito andei durante o tempo em que trabalhei embarcado. Afinal, nossos principais portos eram às margens do Mediterrâneo. Foi durante o trabalho a bordo que conheci minha esposa, Ariane, e por causa dela fui morar em Pelotas, sua cidade natal, onde ela cursava (e havia trancado por uma temporada) curso de Turismo pela Universidade Federal, a UFPEL. Sou de uma família Católica praticante. Sempre fui a missa regularmente. Meus pais falavam de política e religião em casa, de maneira que cresci com conceitos que carrego até hoje, ou até, cresceram ainda mais, em mim, com o tempo. 

Morar longe de minha família cuidando do meu próprio sustento me ensinou que o mérito da conquista está tão ligado à sua persona, que mesmo que te tirem tudo, você não perde nada. Os verdadeiros bens desta vida, são aqueles que você pode carregar para a eternidade. 

Conhecer e andar pela Europa, o velho continente onde o ocidente plantou suas raízes, me ensinou a enxergar na tradição uma identidade ainda mais fiel do legado dos povos ancestrais, que avançavam de geração em geração, sendo responsáveis por todo o progresso que culminou no conforto que gozamos hoje, e mais do que ninguém, souberam passar para seus filhos o sumo de suas vidas, para que a civilização conservasse desde sua literatura, arquitetura, ciência, fé e razão, entre outras, coisas que hoje em dia, estão em falta nas sociedades, de modo generalizado, especialmente no que tange a transmissão da tradição, dos melhores costumes e dos valores aos filhos de agora. 

Enfim, trabalhar num banco de alto desempenho comercial, de âmbito global, me ensinou que ritmo e efetividade fazem qualquer empreendimento funcionar. Lógico, não me refiro à apenas negócios comerciais, mas absolutamente tudo, tudo o que desejar empreender carece de ritmo e efetividade para dar certo. O motor propulsor é o seu desejo de fazer. 

Muitos fatores de vivência moldam a pessoa que nos tornamos. Mas, nada impede que, através do conhecimento, possamos nos tornar melhores, não no sentido da materialidade mas, no sentido da espiritualidade. A matéria é o que nos prende a este mundo, que é passageiro. Como diz o ditado; “não levamos nada deste mundo”, levamos apenas aquilo que somos, e sem restrição, tudo o que somos, somente somos, se com isto agradamos a Deus. É assim que me vejo; um aprendiz de espírito, arrependido das tantas faltas, sonhando ser bom suficiente para ganhar almas para Nosso Senhor Jesus Cristo, a começar pela minha.

É nesta linha que pretendo escrever, para aqueles que me lerem, que saiam com pelo menos alguma elucidação dos tempos que vivemos, já tão difíceis de ser compreendidos, se não encarados com olhar histórico, do ponto de partida daquilo que realmente mudou a humanidade; a morte na Cruz de Cristo Jesus, para a devida salvação dos Homens. 

Espero que gostem.

Em Cristo entregue a proteção da Virgem Maria.