FEIRA INDIGENA

Qual o motivo de realizar uma FEIRA Indígena? Como era e como é essa Feira Indígena?

Um pouco antes de concluir o século passado, o milênio passado, se iniciou no município de Jacareacanga, algo que já faz parte do Calendário de Eventos do município, bem como do Calendário Escolar, que é a FEIRA INDÍGENA.

Ao ser criada, tinha como principal objetivo, oportunizar aos educando da sede do município, conhecer um pouco mais sobre grande parte da sua população que reside em território denominado como Mundurukania, que hoje se aproxima de 15 mil.

Oportunizar aos alunos, ir até a floresta nas proximidades da cidade, e de lá retirar o material necessário para construir  modelos de habitações indígenas tais como: Casa de barro, casa de buriti, casa com tronco de açaí, casa de palha, casa de varinhas e casa de sapé.

Após buscar  o material necessário, fazer as construções. Os complementos da casa como artesanatos, frutas e comidas típicas, ervas medicinais. Produtos estes, que provem de pesquisas sobre hábitos e conhecimentos indígenas e da busca e coleta realizada pelos próprios alunos.

Muito mais que um evento, a Feira Indígena é uma verdadeira aula prática sobre a Cultura do Povo Munduruku, onde os alunos aprendem muito mais que em um mês inteiro em sala de aula. Normalmente, o evento contava com a duração de 4 dias. Três deles para esse trabalho de coleta de materiais, artesanatos, ervas, frutas, e confecção das casas.

Ao final do terceiro dia, ocorria a abertura oficial com apresentações culturais indígenas apresentadas pelos próprios alunos, e o quarto era o grande dia, onde alunos faziam toda a apresentação do que se via aos visitantes e eram avaliados pelos jurados, além das modalidades esportivas indígenas.

É uma pena que, ao longo do tempo, parece que os verdadeiros motivos de realizar essa feira tem se deteriorado, por vários motivos e algo que em outros tempos foi motivo de deslocamentos de equipe e TV de Itaituba para registrar o evento, hoje, se quer motiva as pessoas do município a participar e prestigiar esse evento.

Creio que para os próximos anos, sejam feitas reflexões a respeito. Ou que o evento deixe de acontecer, ou que seja repensada a forma de realização. Afinal, em um município em que quase a metade da população é Indígena, um evento dessa magnitude, ou se faz bem feito, com objetivos educacionais bem definidos e muito bem organizado ou é melhor que não seja feito.

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SÁBADO TEM AULA?

Sábados de manhã tem aula?

Aula? Sim e Não!!!

Não é em sala de aula… Não precisa vir de farda… Não precisa trazer bolsa, livro, caderno…

É uma aula diferente, é uma aula com conversa, data show, enxada, pás, pincéis, tintas, vassouras, rodos, serrote, martelo…

É o projeto Horta Escolar e Meio Ambiente plantando muito mais que árvores e verduras, plantamos conhecimentos, exercício de cidadania, e muito mais.

EDUCAÇÃO INDÍGENA MUNDURUKU

Simplesmente um grande desafio…

imagine você leitor. A tarefa de ensinar já tem seu nível de dificuldade. E para ensinar pessoas que não falam português?

A tarefa não parece simples, e de fato não é!!!

Mas é um desafio que o Município de Jacareacanga – PA, assim como tantos outros, Brasil afora, precisam enfrentar afim de superar barreiras, superar os obstáculos para levar educação a todos os povos e com o máximo de qualidade possível.

Nas Aldeias Munduruku, as aulas de Educação Infantil, acontecem com Professores Indígenas que ensinam em sua Língua materna. Normalmente professores sem formação acadêmica.

Assim também nas séries iniciais do Ensino fundamental, nem todos os professores tem formação acadêmica e o ensino ocorre em sua maioria em língua materna, porém já introduzindo a língua portuguesa.

Nas séries finais do Ensino Fundamental é que o ensino é predominantemente feito em língua portuguesa com professores licenciados ou em período de estudos de graduação.

No Território Munduruku que pertence a Jacareacanga, a partir do ano de 2010 passou a ser oferecido em três Aldeia Pólos, Aldeia Katõ, Aldeia Sai Cinza e Aldeia Missão Cururu, o Ensino Modular Indígena, que apesar das distâncias, das dificuldades de acesso, cerca de 300 alunos concluíram o Ensino Médio dentro das Aldeias Pólos.

Há de se destacar que mesmo assim, a quantidade de Alunos Indígenas que cursam o Ensino Médio Regular na sede do Município, desde 2004, sempre oscilou de 35% a 45% dos alunos.

Como consequência desse processo, hoje podemos contar com muitos indígenas Munduruku em cursos de formação em várias áreas de conhecimento como Engenharia Florestas, Agronomia, Direito, Farmácia, Antropologia, Gestão Pública, Serviço Social, Pedagogia, Licenciaturas em Letras, Biologia, Matemática, Física, História, Geografia entre outros.

Com essa busca constante de formação por parte dos indígenas, não resta dúvida que em um período não não distante, os mesmos serão auto suficientes em profissionais capacitados para desenvolver seu próprio sistema educacional.

Podemos ressaltar como destaque, Daniel Munduruku, Doutor em Educação Escolar Indígena, Escritor de Livros Infantojuvenis e Palestrantes da Cultura Indígena Munduruku.

A ESCOLA, A COMUNIDADE E A CAMPANHA DA FRATERNIDADE

“A Escola Estadual de Ensino Médio Brig. Haroldo Coimbra Veloso de Jacareacanga, está inserida no município que conta com mais de 99% de matas preservadas, mesmo sendo maior que o Estado do Rio de Janeiro, mas que apesar de ser um município de preservação enorme de matas, também é uma cidade bastante suja, apesar dos incessantes trabalhos realizados pela administração pública em limpá-la.

                A sujeira pela cidade, os terrenos cheios de mato, muitos ambientes precisando de um cuidado maior, se deve principalmente à cultura e ao comportamento de boa parte das pessoas que aqui vivem. Tudo isso significa que algo a mais deve ser trabalhado para mudar hábitos.

                Neste sentido, a Escola pode e deve ser um local onde se ensine não apenas conteúdos previstos nos Planos de Cursos. A Carta Encíclica do Papa Francisco, , que fala sobre o Tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica: “Casa Comum Nossa Responsabilidade” diz na pag. 31 “A verdadeira sabedoria, fruto da reflexão, do diálogo e do encontro generoso entre as pessoas, não se adquire com uma mera acumulação de dados…”

                É por isso que a Escola Haroldo Velosos de Jacareacanga, serve-se da metodologia de Projetos, para ensinar algo a mais do que estão previstos nos conteúdos programáticos. O Projeto Horta Escolar e Meio Ambiente que trás como tema: “Comportando-se de Maneira Sustentável”, e com o seguinte objetivo: Estimular a ação com sustentabilidade é plantar um presente que garanta a subsistência das novas gerações, num planeta que pede socorro e se aquece a cada dia. Pois além de plantar árvores, despoluir rios, proteger animais, devemos semear a consciência de que a garantia da vida é respeitar as fronteiras da natureza e de si mesmo”. Esperamos com esse projeto, despertar a vontade em produzir alimentos, despertar a responsabilidade pela manutenção da qualidade do ambiente que se vive. Afinal, ambiente limpo não é aquele que limpamos bastante e sim, aquele que sujamos pouco. Não podemos esperar apenas pelas autoridades constituídas, todos precisam contribuir.

            No desenvolvimento do Projeto, consta a ajuda de alunos na limpeza da Escola, cada aluno participa um dia na semana varrendo e recolhendo o lixo, cada turma em sua sala apenas. E isso não se dá pela falta de funcionários e muito menos sob pena de perder nota. Diferente do que algumas poucas pessoas propagaram pela cidade e em meios de comunicação escrita. Por sinal todo o sistema avaliativo escolar está totalmente adequado ao que prevê a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e todos os projetos são passiveis de serem avaliados, mas não da forma que foi posta em reportagem.

            O trabalho da Escola se dá em conscientizar e não em obrigar. A Encíclica Papal “Lodato Si” em sua pag. 79 diz: “O Trabalho é uma necessidade, faz parte do sentido da vida nesta terra, é caminho de maturação, desenvolvimento humano e realização pessoal,… O verdadeiro objetivo deveria ser sempre consentir-lhe uma vida digna através do Trabalho.”

            A Escola busca neste projeto, como em outros, além de formar pessoas preparadas para ENEM e/ou vestibulares; formar cidadãos conscientes da responsabilidade pela manutenção e preservação de “Nossa Casa Comum” (Escola, Comunidade). Quem sabe, se com cidadãos mais conscientes, não tenhamos também uma cidade mais limpa e preservada para as futuras gerações, e consequentemente, o Estado, o País, o Planeta.”

Apagão da Internet da VIVO em Jacareacanga?!?!

Eu já acessei Internet pela VIVO em Jacareacanga… Não com muita eficiência mas acessei.

Hoje? Tá difícil!!!

Pra quem viaja de vez em quando e tem planos de Internet da VIVO, tá muito nítido e flagrante a diferença de acessibilidade de uns tempos para cá.

Eu, particularmente, tinha um plano com 500 mega de Internet e tinha um pouco de acesso, fui pra Itaituba nossa cidade vizinha a 400 km, la funcionava bem melhor, resolvi trocar de plano e passei a assinar um que me dava 2 gigas de Internet.

Ainda em Itaituba fiquei impressionado com a velocidade de acesso, apesar se ter dificuldades em fazer ligações telefônicas.

Logo que retorno à Jacareacanga, simplesmente não consigo mais acessar Internet da VIVO, mesmo o Plano estando ativo, fato que, toda vez que estou em Itaituba, volto a ter acesso normalmente.

Gostaria de poder entender o motivo desse APAGÃO DE INTERNET DA VIVO EM JACAREACANGA.

Se eu pago por dois gigas de Internet, deve ser pra poder utilizar…

Será que é só comigo?

Se alguém tiver alguma informação, ou está se sentindo na mesma situação, deixe um comentário no blog. Curta. Compartilhe

É IMPRESSIONANTE

Algo que sempre me impressionou, foi a capacidade desse grupo político que domina o país em maximizar a culpa alheia e minimar as suas.

Há muito tempo que eu digo, “não há partido político mais eficiente no País enquanto oposição do que o Partido dos Trabalhadores”.

Enquanto opositores, qualquer fato era suficiente para grandes alaridos que rebombavam na mídia e nos bastidores da política nacional, muitos deles com base em suposições, quem viveu deve lembrar. Basta lembrar a quantidade de impeachmant que o Partido impetrou aos governos anteriores e que na época não eram considerados por eles como golpe à democracia.

Dizer que esse governo que está a mais de 13 anos no poder não teve nada de bom seria hipocrisia. No entanto, não precisa ser especialista para saber que muito mais podia ser sido feito. Reformas deixaram de ser implementadas por incompetência e por esperteza: “pra não queimar o filme…” a condução política e econômica foi inconsequente e incoerente com as bandeiras de luta de antes de ser governo.

A grande bandeira de luta enquanto oposição, sempre foi o combate a corrupção. Hoje completamente afundado em corrupção, ainda faz uso da estratégia de se fazer de vítima de forma muito clara, como por ocasião da condução coercitiva de Lula.

A Polícia Federal, conforme relato oficial, somente fez valer o documento de condução coercitiva após a negativa do Ex-pPesidente em ir prestar depoimento. Fez tudo de maneira mais discreta possível para não expor o Ex-Presidente; o carro sem identificação com vidros escuros, o horário, o local, tudo para ser discreto.

Aí o Ex-Presidente fala em Show pirotécnico da Policia Federal. No entanto quem buscou fazer o show foi ele próprio, ao ir para o Diretório Nacional e convocar toda a imprensa. E aí vem o verdadeiro Show… “a maior vitima”!

Vitima? de que? de quem? Refere-se em vários momentos a “eles”. Eles quem? Às Instituições Judiciais Nacionais?

Ninguém está acima da Lei. Fazer-se de vitima já deu muito certo… hoje, a maioria das pessoas não caem mais nessa. E as Instituições Federais devem ser respeitadas por todos inclusive por ele.

Você sabe Quanto Ganha?

Se alguém chega e pergunta: Quanto você ganha? Muitos, nem se quer respondem. E não há obrigação nenhuma em responder, afinal é de interesse privado o quanto cada um ganha pelos seus serviços.

Mesmo assim há os que respondem… e ao dar a resposta normalmente dizem o valor líquido de seu soldo.

Líquido? Como assim? Mas afinal quanto eu ganho?

Temos por salário líquido, aquilo que recebemos após realizar todos os descontos previstos na legislação.

E por falar em descontos, é impressionantes quantos são. Enquanto professor, pode-se ter mais de um contrato e se com isso atingir o teto máximo do imposto de renda, de 27%, significa que de cada dez mil reais que se ganha, R$2.700,00 é pra o Leão do Imposto de Renda.

Após essa dedução passamos a verificar que: para um professor que atingir esse nível de descontos, assim como para qualquer outro profissional, ao descontar Imposto de renda, valor relativo a previdência e fazendo uma médio nos impostos pagos aos produtos que adquirimos nos mais diversos setores, chegamos a conclusão de que, de cada dez mil que se recebe, cerca de quatro mil apenas são seus, o restante é do governo.

Por isso que temos tantos investimentos em saúde pública… em educação… em estradas… em transportes… em segurança pública… entre outros setores.

Falo de professores, pois não sei se existe outra profissão com graduação que tenha salário inferior a esta.

Dada a importância desses profissionais, e serem um dos menores salários entre os graduados, seria interessante se esses profissionais fossem abonados em 50% do valor do imposto de renda em detrimento de investimentos em Formação continuada. Formação esta que lhes é cobrada mas não incentivada.

Quem concorda compartilhe no blog, comente… Apenas 50% das taxas de imposto de renda aos professores.

AMIZADE É TUDO!!!!

O que é mais importante? Ter irmãos ou ter amigos???

Você que esta lendo agora. Acha que tem amigos? Acha importante ter amigos?

Afinal, o que é uma amizade?

O Dicionário define amizade como: “Sentimento ou estado de estima, entendimento e solidariedade entre pessoas ou grupos…, relacionamento amoroso sem compromisso formal ou de continuidade ”.

No mundo interativo faceano, ter amigos significa adicionar alguém ao seu Facebook. No seu dia a dia, amigo é toda pessoa que se conhece, tem um relacionamento onde no mínimo se sabe características individuais e se aceitam dessa forma mutuamente em um determinado período e local de convívio mutuo.

Mas, amizade, amizade mesmo, é quando pessoas se conhecem com um grau um pouco maior de profundidade, se suportam, se ajudam, se defendem uma a outra, rola uma intimidade, uma cumplicidade.

Irmãos, recebemos naturalmente e podem muito bem serem grandes amigos, ou não. Mas amigos normalmente são pessoas que por fatores diversos escolhemos para nos acompanhar pela vida afora.

Quantas pessoas do seu circulo de convivência você pode contar de fato em qualquer momento, essas pessoas você pode considerar amigas. Qual o grau de importância você dá para ter pessoas assim em seu circulo de convivência.

Vejam o exemplo de um importante líder nacional chamado Luiz Inácio Lula da Silva, a importância de se ter amigos, ao ser investigado, o Sitio de Lula é de amigos…, o apartamento do filho de Lula é de amigos… A reforma do sítio foi paga por amigos… o jatinho é de amigos… as obras no tríplex de Lula, feitas por amigos… a manutenção do Instituto Lula é feita por amigos…

Como é importante ter amigos… eu tenho alguns… mas ainda não consegui encontrar amigos como estes que nosso líder nacional encontrou… se alguém souber me informem, estou precisando uma reforma em minha casa… enfim…

Se você concorda ou discorda em algo, fique a vontade pra deixar seu comentário logo abaixo.

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Sucesso!!! Parabéns!!!

É preciso estar em um grande centro para ter sucesso?

É preciso estudar em Escolas renomadas para ter sucesso?

Talvez isso possa fazer diferença, e muitas vezes faz. Mas ao mesmo tempo, quando há uma conjunção de: família motivadora, aluno interessado e professores competentes,em que  o resultado pode ser fantástico.

Aproveito este veículo de informação para me congratular com Andrew Mairon Nogueira Pereira. Um exemplo a ser seguido.

Um tanto “levado” em sala de aula, mas muito dedicado e estudioso. Incentivado por sua família, soube aproveitar o que a Escola lhe ofereceu.

Aluno que fez Ensino Fundamental e Médio em Jacareacanga – PA. No mês que concluiu o Ensino Médio fez vestibular no Instituto IESPES em Santarém, sem ajuda de nenhum cursinho pre-vestibular e ficou em 1º lugar. Fez sua faculdade como bolsista pelo desempenho e atuou como monitor auxiliando a outros dentro da instituição.

E agora, novamente sem auxílio de cursinhos extras, atinge mais uma conquista. O ingresso no Mestrado.

 

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Enquanto seu Professor e atualmente na Direção da Escola Estadual Ensino Médio Brig. Haroldo Coimbra Veloso, devemos nos congratular com a família e amigos, parabenizá-lo e dizer de nosso orgulho.

Parabéns!!!!

Comente o Post…

O QUE FICA?!?!

 

A vida de qualquer ser humano é feita de fatos e/ou situações, inusitados, por acaso ou planejados.

Os fatos que ocorrem por acaso ou de forma inusitada, normalmente não demandam de tempo e recursos, planejamento e execução. simplesmente acontecem.

Porém há momentos que são marcantes, como aniversários, casamentos, encontros familiares ou sociais.

Estes, normalmente demandam tempo, trabalho, organização, e recursos financeiros para que possam acontecer a contento, bem como, alguns que buscam atender determinados padrões sociais, a demanda é ainda maior.

Para marcar certos momentos, fazemos grandes investimentos de tempo e dinheiro. Pra que? Por que? O que fica?

Ficam as lembranças! Ficam as amizades! Ficam a convivência com parentes e amigos. E isso é o que realmente fica, o que realmente importa, o que realmente levamos por toda vida. Que fica na mente dos que permanecem depois que não estivermos mais. E quando documentado, permanece para as gerações posteriores.

Mas e o Dinheiro? Trás felicidade? Sim e Não!

Na verdade, tudo depende de como encaramos o dinheiro em nossa vida. Quando nos apegamos excessivamente ao dinheiro e o utilizamos de forma equivocada ou buscamos obtê-lo a qualquer custo ou por qualquer meio, com certeza a felicidade será apenas momentânea.

Quando o dinheiro está presente na vida das pessoas de forma honesta, fruto do trabalho e em quantidade suficiente para realizar estes momentos, ai sim, ele pode ser considerado proporcionante de felicidade.

Meu pai, depois de uma vida inteira de trabalho e condução da sua vida e da vida de sua família (esposa e filhos) com integridade, finalmente, aos 65 anos de idade, possou a usufruir esses momentos diferenciados de felicidade em viajar e desfrutar daquilo que o dinheiro pode proporcionar. Creio muito que tudo isso é a colheita de tudo o que plantou em sua árdua caminhada de vida.

Quiçá pais não precisem se sacrificar tanto como o meu precisou para oferecer um mundo de oportunidades aos filhos. Quiçá todos os filhos possam ver nos seus pais, inspiração para manter esse legado de luta e conquista através da integridade. Creio ter herdado esse legado e é isso que eu desejo passar adiante.

OS MUNDURUKUS E A POLÍTICA

 

Desde muito cedo, aprendemos que tudo o que fazemos é política, tomadas de opiniões, tomadas de decisões, escolhas, tudo são situações políticas.

Em outro post, comentei a respeito da presença dos Índios Mundurukus na Amazônia e mais especificamente, em Jacareacanga. Como qualquer povo instituído, este também tem suas crenças, cultura, hábitos alimentares e língua materna próprias. Tudo isso é carregado de situações políticas internas estabelecidas ao longo dos tempos.

No entanto, a abordagem deste post, é a participação indígena Munduruku na política partidária, mais especificamente em Jacareacanga, que desde muito cedo, na História do município, se fizeram presentes. Assim foi no processo de emancipação, bem como no exercício de cargos eletivos.

Nesse sentido, vale frisar que, em seis mandatos políticos, apenas no primeiro mandato o vice-prefeito não foi um indígena. Por dois mandatos seguidos (2º e 3º mandatos), o vice-prefeito foi Isaías Kirixi Munduruku; no 4º mandato o vice-prefeito foi José Kirixi, enquanto que nos dois últimos mandatos, o vice-prefeito de Jacareacanga é Roberto Kirixi Munduruku.

Atualmente, o legislativo municipal conta com quatro vereadores indígenas, dentre os onze que compõe o quadro. Porém, é interessante ressaltar que em determinados momentos, os indígenas chegaram a ser maioria entre os legisladores municipais. Foi na quinta legislatura, quando ainda eram apenas nove vereadores, sendo que, destes, cinco eram indígenas.

Outro fato importante é relacionado ao Vereador Hans Amâncio Caetano Kabá Munduruku, filho do cacique geral, saudoso Biboy Kabá. Hans foi eleito vereador por cinco mandatos consecutivos. Apenas não foi eleito neste último pleito, muito provavelmente em função de um acidente em que o mesmo foi atropelado por uma moto, no início do período de campanha em 2012.

Hans Kabá é formado em Letras e em 2014, chegou a exercer em Belém, a função de Coordenador de Educação Indígena, dentro da Secretaria de Estado de Educação. A distância de seus parentes o fez repensar e retornar ao convívio dos seus

Em um próximo post sobre os Mundurukus, falaremos sobre formação acadêmica entre os mesmo e as perspectivas educacionais.

MUNDURUKUS!!!

      Por centenas de anos, no seio da Amazônia, vive o Povo Munduruku. Índios com tronco linguístico Tupi, espalhados por uma ampla região nos Estados do Amazonas, Mato Grosso e Pará. Mas foi ao longo do Rio Tapajós e seus afluentes do lado oriental (margem direita) que que se estabeleceu, uma das maiores nações indígenas em um mesmo território, mais precisamente, no município de Jacareacanga.

     Um povo com características de estatura física um pouco menores que os padrões pré estabelecidos, mas de uma valentia inabalável, que deu posse ao território no passado, e que os impulsiona cada vez mais em busca de seus diritos e novas conquistas.

    “O nome “Munduruku” é o nome com que um grupo rival dos Mundurukus, os Parintintins, os denominam. Significa “formigas vermelhas” e é uma referência ao ataque em massa que os Mundurukus costumavam realizar sobre seus inimigos. Segundo seu mito de origem, os Mundurukus foram criados por Karosakaybo (Grande Deus) na aldeia Wakopadi, próximo às cabeceiras do rio Krepori. Na segunda metade do século XVII, começaram os primeiros contatos registrados com os não índios. Nessa época, os Mundurukus dominavam o vale do Rio Tapajós, região que era conhecida como Mundurucânia”. (fonte Wikipédia).

     Em Jacareacanga hoje, vivem aproximadamente 14 mil Índios Mundurukus distribuídos em mais de 115 aldeias.

     Muitas informações sobre os Povos indígenas, inclusive os Mundurukus, você encontra no site: http://pib.socioambiental.org/pt/povo/munduruku/, entre outros.

Agência faz primeira audiência sobre concessão da BR-163 de Sinop-MT a Miritituba-PA

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizou, ontem, em Brasília, a primeira sessão presencial da audiência pública para discutir o Programa de Exploração da Rodovia (PER) e os estudos de viabilidade para concessão da BR-163 entre Sinop e Miritituba.

Mais duas audiências estão agendadas, sendo a próxima em Itaituba, no Pará, no dia 21, e a última em Sinop, no dia 26, das 9h às 13h, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). De acordo com informações da assessoria de imprensa da ANTT, neste primeiro evento, 58 pessoas participaram e 20 contribuições foram registradas. Os interessados podem enviar suas sugestões até as 18h (horário de Brasília) do dia 12 de fevereiro, por meio do site da Agência, que também contém todos os documentos para consulta.

O trecho a ser concedido tem 976 quilômetros, no trecho da BR-163 do entroncamento com a MT-220 até Miritituba (PA). A concessão consiste na exploração por 30 anos da infraestrutura e da prestação do serviço público de recuperação, conservação, manutenção, operação, implantação de melhorias, pavimentação, ampliação de capacidade e manutenção do nível de serviço.
O segmento rodoviário abrange 12 municípios nos dois estados, regiões com grande escoamento de grãos para importação e exportação. Está prevista, pelo mecanismo do gatilho de tráfego, a duplicação de 246,8 quilômetros da rodovia e a implantação de marginais e melhorias em dez travessias urbanas. A execução dos trabalhos iniciais, a conclusão da pavimentação (118,6 quilômetros) e a construção de quatro pontes nos primeiros dois anos da concessão são condições para o início da cobrança de pedágio. Os postos para cobrança das tarifas serão instalados em Itaúba, Guarantã do Norte, Novo Progresso (dois em locais diferentes), Altamira, Trairão e Itaituba. São esperados R$ 6,6 bilhões em investimentos por parte do consórcio que arrematar o trecho. Os custos operacionais giram em torno de R$ 3,18 bilhões.

DE GRAÇA? KKKKK!!!!!!

De um texto extraído da internet que retrata muito bem a nossa realidade.

“a metade de uma aula em uma universidade, um dos alunos, inesperadamente perguntou ao professor:

– você sabe como se capturam os porcos selvagens?

O professor achou que era uma piada e esperava uma resposta engraçada. O jovem respondeu que não era uma piada, e com seriedade começou sua dissertação:

– você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e puxando um pouco de milho no chão. Os porcos vêm diariamente comer o milho de graça. Quando se acostumam a vir diariamente, você constrói uma cerca ao lado do local onde eles se acostumaram a vir. Quando se acostumam com a cerca, eles voltam para comer o milho e você constrói outro lado da cerca…

Eles voltam a acostumar-se e voltam a comer. Você vai pouco a pouco até instalar os quatro lados do cercado em torno dos porcos, no final instala uma porta no último lado. Os porcos já estão habituados ao milho fácil e às cercas, começam a vir sozinhos pela entrada. É aí quando você fecha o portão e captura a todo o grupo.

Simples assim, em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles começam a correr em círculos dentro da cerca, mas já estão sujeitos. pois, começam a comer o milho fácil e gratuito. Ficam tão acostumados a isso que esquecem como caçar por si mesmos, e por isso aceitam a escravidão; mais ainda, mostram-se gratos com os seus captores e por gerações vão felizes ao matadouro.

O jovem comentou com o professor que era exatamente isso que eu via acontecer no seu país, no seu estado, em sua cidade, no seu povo.

Onde governos ditatoriais, escondidos sob o manto “Democrático”, lhes esteve jogando milho gratuito pelo tempo suficiente para alcançar a mansidão sistemática.

Cada novo ” Governo Salvador ” disfarçando em programas de ajuda com suas esmolas, dá dinheiro, missões, planos, remissão, leis de “Proteção”, Subsídios para qualquer coisa, expropriações indevidas, programas de “Bem-estar social”, Festas, feiras ou festivais, uniformes, úteis, transporte “Grátis”,
G R A T I s!

Toda essa gratuidade que nos oferecem os governantes e cheia de felicidade para um povo acostumado com as migalhas do milho fácil e gratuito, roubam-nos a capacidade de ser críticos pensantes e pessoas empreendedoras.

No entanto, claro que nada nos saiu de graça. “Não existe almoço grátis”.

NADA É DE GRAÇA! Você é quem deve comandar o seu destino.

Uma vida extraordinária é viver e ver além do “cercado”.

Tenho a leve impressão que o autor do texto refere-se ao Bolsa família e outras tantas bolsas, ao milho jogado aos porcos, na fábula.

UFFA!!! CONSEGUIMOS!!!

          Todo e qualquer ser humano que quer dar sentido e finalidade a sua vida, deve buscar algo a mais do que o trivial: trabalho, família e lazer.

        E o que seria esse algo a mais? Para mim, esse algo a mais é o envolvimento na sociedade, em qualquer seguimento.

       No meu caso, sempre me envolvi em várias entidades sociais e religiosas. E em 2011, nem tanto por vontade própria, mas me vi com a responsabilidade de coordenador da comunidade católica de Santo Antônio em Jacareacanga.

           Uma Igreja que teve início na década de 50 no século passado, em uma localidade que já foi base de revolução contra o governo de Jucelino Kubitschek, e que foi emancipado município em 13 de dezembro de 1992.

         Apesar de ter tido Padres na cidade por um bom tempo, quando assumi a coordenação, a comunidade contava com assistência sacerdotal vez ou outra. Procuramos o Bispo da Prelazia de Itaituba, Dom Vilmar Santin O.Carm. e conversamos a respeito de conseguir padres pra Jacareacanga e sobre a possibilidade de criação de uma paróquia.

           A partir disso muitas esforços foram feitos neste sentido por muitos, principalmente Por Dom Vilmar. E finalmente, em junho de 2015, com a chegada em definitivo dos Freis da Ordem dos Carmelitas Descalços da Província de Porto Alegre, e a presença de nosso Bispo, a Paróquia Santo Antônio e São Pedro de Jacareacanga foi oficilmente instituída.

         Hoje, ao ver as coisas andando, mesmo sem fazer parte do CPP e CAEP, me sinto feliz, realizado, com sentimento de dever cumprido… tudo valeu a pena!!!!!

              Mas ao contrário do que possa parecer, a missão não está concluída. Agora mesmo que a Igreja precisa não só de mim, mas de muitos outros que possam se engajar para o êxito real do trabalho que foi feito até agora.

O NASCIMENTO DE UMA CULTURA

                  Cultura, definição genérica segundo Edward B. Tylor, é “todo aquele complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade“. Wikpédia

                    Para que algo seja considerado Cultural, é necessário que seja tradicional, conhecido, vivenciado há algum tempo. Ou então ser composto por fatores com essas características.

                    Na região norte brasileira, os causos, as lendas, o imaginário popular é descrito por agremiações, tribos, grupos ou outras denominações, em disputas utilizando-se animais para dar nome a essas agremiações.

                    Alguns grupos bem conhecidos como os Bois Garantido e Caprichoso em Parintins no Amazonas; os Botos Cor de Rosa e Tucuxi em Alter do Chão, Santarém – Pará. Outros nem tão conhecidos nacionalmente, como os Peixes Aracu e Piau em Barreiras, Itaituba – Pará entre outros.

                      Recentemente, no dia 13 de dezembro de 2015, nasceu uma nova cultura. Foram apresentados dois novos grupos rivais, no município de Jacareacanga – Pará, que deverão competir visando a melhor forma de apresentar os elementos culturais do imaginário popular como: Pagé, Cunhaporanga, Cobra Grande, Porta Estandarte, Índia Guerreira, Rainha do Carimbó, entre outros. Itens que avaliados individualmente por uma banca julgadora e pelo conjunto da obra, definem a vitória ou não dessas agremiações

                    Esses grupos são representados por animais que dão nome ao município, os Jacarés, denominados Jacarés Encantados com os nomes de Jacaré-tinga e Jacaré-açú. O Tinga, nas cores verde e amarelo e o Açu nas cores verde e cinza.

                 Neste, ainda não houve disputa entre o Tinga e o Açú, apenas foram apresentados, para que cada um possa tomar partido, e os interessados, contribuir na disputa do próximo ano. Para essa disputa, ainda não há uma data estabelecida. Duas datas se apresentam como fortes opções para esta festividade. Nas comemorações do aniversário da cidade que vai de 10 a 13 de dezembro. E outra possibilidade é durante a realização do Jacaré-verão, evento tradicional realizado na praia às margens do Rio Tapajós, próximo à cidade, em setembro, de quinta-feira a domingo, no final de semana de lua cheia.

                     O fato de contar com um evento anual dessa magnitude, pode colocar Jacareacanga de vez no calendário de eventos culturais da Região e do Estado, e quem sabe um dia até mesmo no calendário de eventos nacional, assim como os Bois de parintins já fazem ao ser transmitido por canal aberto de TV para todo país.

                       Jacareacanga tem sido o destino de um número considerável de visitantes, turistas, de muitas localidades, principalmente da região norte, pela capacidade organizacional local e os investimentos na promoção desses eventos. A realização da Festividade dos Jacarés Encantados, permitirá um aumento significativo neste fluxo de pessoas, que com certeza aumentará as oportunidades no campo econômico, de serviços, comércio e na divulgação turística do município.

HUMILHAÇÃO

      Em Jacareacanga, vive-se atualmente uma situação de humilhação muito grande quando se trata de usufruir de serviços bancários.

          Há muito, os servidores públicos municipais recebiam seu soldo em cédulas, dinheiro vivo. Era um pouco tumultuado, fila grande, mas cada um recebia seu salário integralmente em cache.

           Depois de algum tempo, os funcionários foram informados que receberiam seu salário em banco.

      E, meus amigos, pasmem. Jacareacanga não possui uma Agência Bancária. Por incrível que pareça, várias instituições financeiras vieram até o município: BASA (Banco da Amazônia), Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica, Sicredi.

        Todos fazem uma propaganda muito grande de sua instituição, deixam as pessoas empolgadas e logo em seguida lançam o balde de água fria, ao falar da logística, das dificuldades, e no final, se chega a mesma conclusão. Eles não vem!

       Tudo o que temos, é o atendimento da Caixa Econômica, no início através de ponto de atendimento, e hoje através de uma Lotérica. Além do Bradesco que disponibilizou dois locais de atendimento em pontos comerciais, que somente efetuam pagamentos de salário, com o próprio giro financeiro, e dois caixas eletrônicos que ficam mais tempo em manutenção  e / ou com saque indisponível, e é neste banco que é depositado o salário dos funcionários públicos municipais.

         É aí que nos deparamos com a situação de ter o dinheiro na conta e não ser possível executar um saque. Não podemos afirmar categoricamente, mas ao que parece, a dificuldade se dá diante do descaso e da falta de programação por parte da instituição financeira em questão. Afinal, se sabe que o salário estará na conta dos servidores, porque não se organiza pra que não falte nos caixas eletrônicos.

     Enquanto isso os servidores vão e vem com sentimento de humilhação por não poder sequer usufruir do fruto de sua labuta mensal.

      Até quando? Até quando teremos que conviver sem uma agência bancária em nossa cidade? O que falta pra que venham?

          Quem aqui convive constata que a movimentação comporta pelo menos uma instituição financeira e diante dos investimentos futuros a curto e a longo prazo, a movimentação tende a aumentar, e muito. Só nos resta aguardar e torcer para que esse dia chegue.

HIDRELÉTRICAS NA AMAZÔNIA: SIM / NÃO

  Diante do constante crescimento da população, da economia, da quantidade de produtos que demandam energia elétrica. Num mundo cada vez mais consumista e comodista, que leva as pessoas a ter o máximo de produtos que proporcionem essa comodidade, é natural que a quantidade de energia produzida seja cada vez mais insuficiente.

     Não é de hoje que se sabe disso, bem como não é de hoje que se sabe do potencial dos Rios da Região Amazônica para a produção de energia. Tanto que ainda na década de 70, vários estudos foram feitos no sentido de verificar os pontos possíveis de serem utilizados para a geração de energia elétrica dentro da Amazônia.

     Há muito, um assunto adormecido, mas que com o estrangulamento do setor elétrico nacional, precisou ser trazido à tona e posto em discussão e em ação. E esta região do Tapajós é diretamente impactada por estas ações.

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     Logo aqui? No meio desta vasta floresta onde muitos defendem pela preservação, no meio de tantos povos indígenas, e povos de culturas tão peculiares?

    O que será produzido de energia compensará as perdas que o ecossistema terá com essas obras?

       Como as pessoas que moram nesses lugares serão impactados com as mudanças ambientais e principalmente com as mudanças sociais dessa obras?

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     Ou então, porque não aqui? Se aqui os estudos mostram que o potencial hídrico propício à geração de energia é grandioso.

  Os benefícios não serão muito maiores que as mazelas que os empreendimentos trazem consigo.

      No meio dessas mudanças sociais, não haverão uma quantidade grande de oportunidade de trabalho, de empreendimentos individuais beneficiados?

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     São perguntas que como outras tantas, passam pelo pensar deste povo, na sua grande maioria sem muito esclarecimento, pelo menos não o suficiente para saber interagir de forma condizente com essas novas realidades.

     Afinal como você que agora lê se posiciona? Sim ou Não.

     Comente no Blog. Dê sua opinião.

DAVI MENEZES ENQUADRA A POLITICA AMBIENTAL DO PÃO E CIRCO

Como diz um provérbio popular, “nada se cria tudo se copia” do qual, discordo em partes, mas este texto de Davi Meneses publicado no Blog do meu amigo e vereador Walter Tertulino, merece ser republicado,  ser compartilhado, ser divulgado…
OLHAR DE UM CIDADÃO AMAZÔNICO EM RELAÇÃO ÀS POLÍTICAS AMBIENTAIS DA REGIÃO OESTE DO PARÁ – Davi Menezes CDl
Na região Amazônica, especificamente no alto Tapajós do Oeste do Pará o extrativismo está vivendo no total colapso, uma situação de terror por onde se passa: no Trairão, Caracol, Jamaxinzinho, Vila Planalto, Santa Luzia, Aruri, Jamanxim, Moraes de Almeida, Novo Progresso, Km 1000, Castelo de Sonho, Cachoeira da Serra, Jardim do Ouro, Crepurizinho, Crepurizão e Jacareacanga não se fala em outra coisa a não ser dos problemas a cerca da fiscalização desordenada que atormentam a população que gera a economia desta região, vejam só , eles dizem que a ordem vem do Governo Federal, que vem de Brasília, mas qual seria o Ministério? Quem seria o ministro que está agindo com a ditadura? Embasado em que? Com qual objetivo? A quem eles querem mostrar isso? Afinal isso seria uma guerra civil de conflito onde o povo tem que apanhar calado não exercendo assim a DEMOCRACIA. Nem na faixa de Gaza se vive nesse terror. Pois até o ano de 1989 atividades do ouro era licenciada por uma carteira da Receita Federal, ou seja, o garimpo no Brasil até 1989 era legal com uma simples carteira de garimpeiro registrada na coletoria de uma Receita da Secretaria da Fazenda local.
Será que a suprema corte muitas vezes aplaude as atitudes dos agentes porque não sabe como foi. A suprema corte, muitas vezes acata a atitude dos agentes porque não sabem de que forma foi. A suprema corte muitas vezes acata a atitude dos agentes porque não sabem onde foi. Mas a suprema corte esqueceu-se de cobrar ao Estado AS LEGALIZAÇÕES devida para que o Garimpeiro o Madeireiro o Pecuarista o Agricultor para que possam trabalhar em terras legais. Mas a suprema corte muito embora só tenha se preocupado em criar Reservas, Parques e Flonas para garantir reserva ao resto do mundo. A Reforma Agrária, tão esperada desde ano 1970, nunca foi feita na BR 163 e 230, e o que sobra para o trabalhador é ser chamado e reconhecido como bandido, que esta fazendo danos ambientais, se antes de 1988, se tinha orgulho de estar desenvolvendo  a Amazônia e gerando renda para o Brasil, melhorando o PIB da Nação. Ainda ficam blindadas, ou melhor, alvejada e não legalizada fazendo assim um trabalho na irregularidade.
Pois a Resolução CONAMA nº 237 diz que a atividade mineraria está sujeita ao licenciamento ambiental. A Lei Complementar nº 140 diz que é competência da União promover o licenciamento das atividades localizadas em terras indígenas e em Unidades de Conservação federais, excluídas as APAs.
Com a promulgação da constituição de 1988, depois de um ano em 1989, foi criado o a Lei nº 7.805, que todo garimpeiro tem que se cadastrar no DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral, a área para ser explorada. Em todo este período o garimpeiro foi criminalizado, na própria Lei nº 7.805, de 1989, foi colocada no art. 21: lavrar sem autorização é crime. Depois, tivemos a Lei nº 8.176, de 1991, de crimes contra a ordem econômica.
Art. 82. Para efeitos do inciso I do art. 47 da Lei nº 12.305, de 2010, o deslocamento de material do leito de corpos d’água por meio de dragagem não se considera lançamento, devendo ser objeto de licenciamento ou autorização do órgão ambiental competente.
O Governo baixou o decreto 6.514, em 22 de julho de 2008, que no Art. 101, do parágrafo “V – destruição ou inutilização dos produtos, subprodutos e instrumentos da infração; e”. Mais logo em seguida se baixou outro decreto nº 6.686, de 10 de Dezembro 2008, porque o decreto nº 6.514, não atendia todas as demandas que viabiliza a melhor forma de fiscalizar, que assim fica:
Parágrafo único. Os veículos de qualquer natureza que forem apreendidos poderão ser utilizados pela administração ambiental para fazer o deslocamento do material apreendido até local adequado ou para promover a recomposição do dano ambiental.
Art. 105. Os bens apreendidos deverão ficar sob a guarda do órgão ou entidade responsável pela fiscalização, podendo, excepcionalmente, ser confiados á fiel depositário, até o julgamento do processo administrativo.
§ 2o Os bens confiados em depósito não poderão ser utilizados pelos depositários, salvo o uso lícito de veículos e embarcações pelo próprio autuado.
Art. 135. Os bens apreendidos poderão ser doados pela autoridade competente para órgãos e entidades públicas de caráter científico, cultural, educacional, hospitalar, penal, militar e social, bem como para outras entidades sem fins lucrativos de caráter beneficente.
Se todas estas atividades estão prevista em Lei, porque o Governo não procura fazer a legalização, tornando assim a vida do trabalhador Amazônico Paraense, em fonte de fomento para esta região do Tapajós, e como fomentador do seu próprio equilíbrio econômico e social. Sabemos que somos a maior parte do Território Nacional, rico em minérios e vegetais e que poderia dar condição, e ser auto-sustentável a si próprio.
Nunca fomos a favor do trabalho ilegal, e destruição do eco sistema Amazônico, mais o Estado tem sido ausente na regularização, e assim os homens embrenhado na selva, por sempre ter trabalhado desta forma e nunca recebeu capacitação e orientação técnica de como extrair os bens naturais, acabam fazendo de forma errada, mais não por sua vontade e sim pela ausência das ferramentas públicas que nunca chegaram para esta região, por ser esquecida de quem a executa. Que somente chega duas ou três vezes por ano para fiscalizar e coibir os trabalhadores.
De 1988, para cá foi melhorada e implantada novas leis e decretos que regulamentam todas as atividades vindas da terra que de fato foi muito bem pensado e promulgado por quem fez e autorizou, só temos que agradecer estas ferramentas jurídicas, pois ela diz como fazer na terra. Somente não foi observado que nesta região Já existia uma cultura extrativista centenária e econômica diretamente ligada no uso da terra, e assim os trabalhadores passaram a ser tratado como invasores e criminosos do meio ambiente. Criado as Reservas Nacionais, Parques, e o afastamento do Parque Nacional da Amazônia, para construção do complexo Hidrelétrico do Tapajós, com uma simples “canetada”. E a pergunta que não se quer calar é por que não considerou primeiro o povo trabalhador que aqui estava? E a regulamentação da Reforma Agrária?
Uma “turbulência”, uma “tempestade”, uma invasão de fogo que invade e que deixa cinzas como vulcões em erupções, que o transforma o suor em cinzas. Não sei aí se isso pode se acreditar de uma guerra negra, ou se é início de uma invasão mundial. Será que a ONU vem sustentando a tempo o governo a patrulha de suas terras dentro do Brasil, gigantescos pedaços da Amazônia vem sendo demarcado, objetivado pela preservação que na verdade nada mais é do que pela ambição, e nessa vantajosa remuneração fantasiosa, o governo “açoita” a título de destruição o suor já derramado e pago em contribuição à esse governo cada pedaço ali edificado.
O Brasil com suas riquezas hoje estocadas na maior reserva mundial “Amazônia”, estaria no ranking como um do mais rico País do mundo, mas o rude governo da ganância e da escassez se faz de cego surdo e de mudo, onde apenas com o dedilhar de um isqueiro destrói o sonho e deixa com fome uma multidão de família.
Sabemos que não é desta forma que irá resolver o caos implantado nesta região. E sim com a formalização e a presença do Estado. Sugerimos que tenha flexibilidade nas concessões dos projetos de manejo, exploração aurífera, pecuarista para que o agricultor possa trabalhar dentro do seu projeto e que seja acompanhado semestralmente pelo órgão fiscalizador.
QUEREMOS PAZ, QUEREMOS O DIREITO DE TRABALHAR EM NOSSO PRÓPRIO PAÍS.

OLHAR DE UM CIDADÃO AMAZÔNICO EM RELAÇÃO ÀS POLÍTICAS AMBIENTAIS DA REGIÃO OESTE DO PARÁ

 Testo de Davi Menezes CDl – Itaituba (publicado no Facebook)
Davi, esse espaço é insuficiente para fazer coro ao seu brado. – Prás brenhas de Jacareacanga nossos organismos ambientais, explodem, implodem equipamentos e parafernálias de garimpos, desvinculando pessoas da cata honesta de sustentabilidade para suas famílias criando com isso bolsões de miséria e pobreza em Itaituba e cidades circunvizinhas que ficam sem alternativas para assistirem seus entes queridos.

É flagrante o temor que os pelotões de contenção a danos ambientais criam nas pessoas que estão garimpando, explorando a floresta para sobreviverem. Esses legalistas chegam causam alvoroço multam prendem ateiam fogo e as cinzas são os trabalhadores expostos à miséria, sem alternativa econômica para conseguirem produzir, já que o Governo Rubro com essa falta de atenção ao Povo da Floresta e o garimpeiro também está neste contexto deixa todos silentes e quedados sem esperanças.

Interessante, e cômico caro Davi que algum tempo atras um punhado de bravos ambientalistas vieram aqui em Jacaré distribuíram multas à fole em nossos pequenos produtores e ao chegarem em uma choupana onde o dono havia matado uma onça que tinha devorado dois de seus bezerros e como encontraram o cranio do felino, sapecaram uma astronômica multa e exibiam a cabeça do animal como troféu colocando a cabeça Á PREMIO JUNTO AO MPF do desmilinguido produtor que tinha OUSADO tirar a vida de um espécime raro de nossa fauna que rugia todas as noites ao derredor de seu casebre querendo devorá-lo e que estava reduzindo sucessivamente o seu imenso rebanho composto de incríveis 17 cabeças de magérrimas vacas pé duro! FAZER O QUE MESMO MEU

A verdade nua e crua, é que precisamos fazer sacrifício para dar melhor qualidade de vida aos nossos capos de Brazilian, principalmente ao Governo Rubro que institucionalizou a roubalheira, sacanagem e rapinagem pras bandas de la, fazendo sofrer os do lado de cá. àqueles que não conseguiriam viver como nós, no abandono e sem esperanças de algo de bom acontecer. Alguém tem que se sacrificar, e somos nós OS BOIS DE PIRANHA.

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

O que significa termos um Dia para celebrar a Consciência Negra?

Para os indivíduos que antes da mais nada são seres humanos, apenas com uma tonalidade de cor de pele diferenciada, com certeza tem muito valor, afinal de contas, essa tonalidade negra que o diferencia dos demais, já foi motivo de opressão, escravidão, discriminação, entre outros.

Em pleno século XXI,  por incrível que pareça, muitas pessoas fazem da cor da pele, motivo para tratamento diferenciado.

Entre os próprios Negros, muitos se julgam inferiores aos não negros. Neste sentido, celebrar a Consciência Negra, é justamente fazer perceber que enquanto seres humanos, não é a cor da pele que nos torna superiores ou inferiores.  melhores ou piores, mais ou menos importantes.

Há de se observar porém que, toda moeda possui dois lados e tal qual uma moeda, as circunstâncias também. Por isso, todas as vezes que fizemos alusão às diferenças, mesmo que com a melhor das intenções, acabamos por enaltecer as diferenças.  Quanto mais enaltecem as diferenças, mais difícil fica o tratamento igualitário.

Tal qual uma ferida aberta, que quanto mais se mexe, mais demora a sarar, assim também é a situação de discriminação. Ao estabelecer cotas a grupos diferenciados, dizemos que se está fazendo justiça histórica, e isso é uma verdade, mas ao mesmo tempo estamos tratando as pessoas como diferentes, e tratar como diferente de certa forma e uma forma sutil e velada de discriminar.

Seremos realmente livres de discriminação, quando cada um, tratar o próximo, de forma igual, independente das características físicas e/ou comportamentais. Quando os governos oportunizarem com suas políticas públicas sociais, educacionais entre outras, de forma igual, independente dessas características.

 

SERIA UM SONHO…

Enquanto Diretor da única Escola de Ensino Médio de Jacareacanga, a qual funciona de Manhã e à noite, muitas vezes me deparei pensando em como oferecer atividades complementares em contra-turno aos alunos. Artes (Artesanato, pintura, música, dança, teatro) Esportes e até mesmo aulas profissionalizantes.

Logo em seguida, caio na real: Quem ensinaria? De graça? Ou alguém pagaria por esse serviço? Quem? Quem bancaria o material necessário para cada opção? Ah esse mundo capitalista onde tudo gira em torna do dinheiro…

Mas, se é tão difícil, porque escrever isso tudo?

Já pensou se alguém lê e resolve ajudar a implantar uma destas opções dentro da escola!

Pra ilustrar um pouco mais, na Escola Estadual Érico Veríssimo em Três Passos no Rio Grande do Sul, onde estudei, na 8ª série tinha uma marcenaria e tínhamos aula de técnicas Industriais, onde aprendi a trabalhar com maquinas de marcenaria. Se eu encontrasse alguém que doasse pra esta escola essas máquina de marcenaria, eu não teria problema nenhum em ensinar de graça aos alunos no contra-turno, a fazer coisas belíssimas. Só com o reaproveitamento de resto de madeiras das marcenarias da cidade, teria como fazer muita coisa e de repente, descobrir verdadeiros artesões, e até mesmo, muitas pessoas encontrarem um meio honesto de sobreviver e prosperar. paxp-deije1paxp-deije

Se não sabe, não pode ou não tem como ajudar, pelo menos compartilhe, quem sabe um amigo seu veja e podendo, queira contribuir com a escola. Basta comentar no Blog.

JACAREACANGA – PARÁ; COMO CHEGAR?

 

Basicamente,existem três formas de se chegar até Jacareacanga, terrestre, aérea e fluvial.

TERRESTRE

     A mais utilizada com certeza é o meio terrestre. Pra quem chega da Cidade do Apuí no Amazonas a Sudoeste, são 280 Km pela Rodovia Transamazônica. Pra quem vem de Itaituba, cidade mais próxima no Estado do Pará, pela mesma rodovia, são 400 Km. A BR 230 conhecida como Rodovia Transamazônica, tanto de um lado como do outro, apesar de ser uma Rodovia Federal que teve o inicio da construção ainda no Período da Ditadura Militar, na década de 70,nos dias atuais, apesar de se manter boas de trafegabilidade, pelo menos quando não é período chuvoso, ainda não conta com nenhuma pavimentação asfáltica.

No trecho de Itaituba a Jacareacanga,encontramos trechos de muitas fazendas ao longo da Rodovia, principalmente próximo à Itaituba. Temos um trecho longo de 110 km em que a Rodovia corta o Parque Nacional da Amazônia, local onde toda e qualquer atividade humana como: pesca, caça, extração mineral, extração madeireira, qualquer tipo de derrubada é proibida, fazendo com que quem passe na estrada, não veja nada além de mata, igarapés e vez ou outra, algum animal silvestre da fauna amazônica.

Do parque até Jacareacanga, principalmente nos meses de verão: julho,agoste e setembro, quem passa pela primeira vez, pode ter um impressão muito ruim, de destruição. Nestes meses, muitos pequenos, médios e grandes proprietários utilizam-se do fogo para fazer a limpeza das propriedades. Uma prática nada aconselhável mas ainda muito utilizada na região. Digo impressão, porque normalmente são faixas que vão 2 a 50 km de comprimento, porém com uma largura que varia de 200 metros a 2 km no máximo, o que faz com que a área nem seja tão grande assim. Tanto que os números mostram que menos de 1% do município é desmatado. Porém ofato de serem áreas longas e ao longo da rodovia, passam uma imagem de devastação muito grande.

AÉREO

    O acesso  via aérea é possível pelo fato de Jacareacanga contar com um aeroporto de grande porte que foi construído com fins militares, onde funciona um base militar do SIVAN; o aeroporto é administrado pela INFRAERO. No entanto, não contamos com línhas periódicas de transporte aéreo. temos várias empresas que fazem serviço de táxi aéreo, principalmente para Itaituba, para garimpos auríferos e para aldeias indígenas.

Ao vir de Itaituba a Jacareacanga, em uma viagem que dura cerca de uma hora em avião monomotor, tem-se uma noção um pouco mais clara da imensidão da floresta ainda preservada. Nos primeiros 10 minutos de viagem observa-se muitas fazendas e áreas grandes de desmatamento, nos próximos 50 minutos, tudo o que se vê do alto é Floresta e as águas do Rio Tapajós, ora mais estreito, ora mais largo, ora um pouco a direita do curso do avião, ora um pouco à esquerda, e mesmo sem que a aeronave tome grandes altitudes, praticamente nem se consegue visualizar a faixa de desmatamento ao longo da rodovia, dentro da imensidão verde.

FLUVIAL

    O acesso pelas águas do Tapajós, descendo o rio, chega-se a Itaituba, enquanto que, subindo o Rio chega-se a muitas aldeias indígenas, às margens do Tapajós e me afluentes como, o Kabitutu e o Cururu. Em boa parte do percurso, de um lado do Tapajós está Jacareacanga e do outro lado, o Estado do Amazonas, até o ponto em que está a tríplice fronteira entre Pará, Amazonas e Mato Grosso. é onde os Rios Teles Pires e Juruena se encontram para formar o Rio Tapajós.

A navegabilidade do rio depende bastante da época do ano. Em tempo de cheias, ele se torna navegável em quase toda a extensão, de onde começa até Itaituba, principalmente para embarcações de pequeno porte, ou em que a parte submersa é menor. Em momentos de seca, de junho a novembro, a navegação se torna desafiador e requerente de grande conhecimento de quem conduz a embarcação, devido a oscilação entre espaços estreito e com boa profundidade, e outro onde o rio é largo, a profundidade é pouca e o fundo tomado de rochas totalmente irregulares. No entanto, quem pode fazer este percurso se depara com uma diversidade muito grande de belezas naturais, num percentual mínimo de margens alteradas pela ação humana, exceto, por algumas fazendas, pequenas comunidades ribeirinhas, na sua grande maioria de exploradores auríferos, inclusive com a utilização de balsas (dragas) que fazem a extração de ouro no fundo do rio.

DIA DO PROFESSOR

Segundo a Wikipédia no Brasil, o Dia do Professor é comemorado em 15 de outubro.

No dia 15 de outubro de 1827Pedro I, Imperador do Brasil baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A ideia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima – caso tivesse sido cumprida.

Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia efetivamente dedicado ao professor.

Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 1 de junho a 15 de dezembro, com apenas dez dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a ideia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.

O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, Piracicaba, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. A sugestão foi aceita e a comemoração teve presença maciça – inclusive dos pais. O discurso do professor Becker, além de ratificar a ideia de se manter na data um encontro anual, ficou famoso pela frase ” Professor é profissão. Educador é missão”. Com a participação dos professores Alfredo GomesAntônio Pereira e Claudino Busko, a ideia estava lançada.

A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.

OPORTUNIDADES

Era o ano de 2004; com um ano e meio formado em Educação Física, trabalhando em uma Fabrica de Móveis na cidade de Rodeio Bonito no Rio Grande do Sul.

Uma cidade com cerca de 6 mil habitantes, e já com 16 pessoas graduadas em Educação Física. Sem perspectiva de trabalhar na área de formação; eis que surge a oportunidade de ser professor em Jacareacanga.

Os comentários sobre a cidade não eram muito animadores, mas era a minha oportunidade profissional, fui em frente sem titubear.

Antes e durante a viagem, ficava imaginando o que as pessoas daqui sabiam de esportes e atividade física? O que, e como trabalhar?

Ao chegar na cidade em 01 de fevereiro de 2005, pude ver que a cidade nem era tão ruim quanto falavam, me senti tão a vontade que parecia ter vivido a vida inteira aí! Logo tive a confirmação do emprego e fui vendo o que trabalhar…

Por gostar muito de trabalhar os Esportes de Quadra, aos poucos fui percebendo que no Handebol, teria que iniciar praticamente do zero. Basquete, alguns até conheciam, e na única quadra poliesportiva a céu aberto na praça da cidade tinha as tabelas para a prática do esporte.

E o voleibol? Ah, esse era bem conhecido… mas um preconceito muito grande imperava: “vôlei é coisa de mulher”; pra quebrar esse preconceito demorou um pouco, mas foi vencido. Hoje ao perguntar aos alunos de Ensino Fundamental maior ou Ensino Médio, qual a preferência de Esporte, se obtém respostas variadas, sendo citados os três que já abordamos.

Há 10 anos atras, para essa mesma pergunta, de cada dez alunos, pelo menos 9 respondiam futsal ou futebol. E para mim, foi surpreendente o nível da qualidade tanto de futsal, como do futebol de campo dos atletas deste município.

Acostumado a organizar campeonatos municipais e regionais; a apitar campeonatos municipais e regionais no Rio Grande do Sul e já tendo feito curso para treinamento de alto nível, imaginava que este esporte também teria que ser ensinado. Qual nada, já sabiam até para me ensinar.

Por muitas vezes afirmei ao longo desses mais de 10 anos residindo em Jacareacanga que a qualidade dos atletas daqui, aliadas a um bom treinamento e tendo financiamento para se fazer um bom trabalho, teríamos condições de montar equipe com condições de disputar competições maiores.

Outro esporte que Jacareacanga teria um potencial muito grande é o Atletismo. Pelas condições climáticas, o biotipo físico das pessoas daqui e outros fatores de relevância; pelas contatações em competições estudantis, alguns alunos tem atingido tempos em corridas e distâncias em saltos, espetaculares, levando em consideração as condições das estruturas de disputas, o pouco treinamento. O que nos faz crer que com investimentos e um trabalho bem conduzido, não seria nem um pouco difícil encontrar por aqui mesmo, no meio desta floresta amazônica possíveis atletas olímpicos.

Mas e que falta para que isso possa acontecer?

Projetos.

Estrutura Física.

Financiamento.

Assuntos para as próximas postagens.

Do Master

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Dos Maters às categorias Mirins em 2006

EDUCAÇÃO: UM POUCO DO QUE EU ACREDITO!!!

Há de se modificar alguns paradigmas para que se melhor a educação em nosso País: o

Primeiro, que alunos não deve ir pra escola por obrigação e sim por opção… Se aprende mais quando existe o QUERER APRENDER. Infelizmente precisamos da obrigação por que a nossa cultura nos leva a fazer apenas o que se é obrigado a fazer.

Segundo, que não é o tempo que se passa na escola que faz a criança aprender e sim a qualidade de ensino aprendizagem proposto pela escola e executada pelos professores; o nível motivacional de educandos, influenciados pelos educadores, tal qual são motivados por técnicos escolares e gestores.

Terceiro, que o dia em que aprendermos a valorizar os mestres ou educadores com o devido respeito, como é feito em outros países, e não culpando-os de todas as mazelas da Educação, como se vê por aí, inclusive com pessoas definindo esses profissionais como animais. Salário e importante sim mas hoje não é mais o principal pedido de valorização dessa classe.

Jacareacanga – PA

Já que vamos falar das experiências neste pedaço de chão chamado Jacareacanga, algumas informações sobre ela é bom que se saiba. Por exemplo:
* O município é maior que o Estado do Rio de Janeiro. Jacareacanga 53.303 km² e o Estado do Rio de Janeiro 43.696 km².

Localização de Jacareacanga dentro do Estado do Pará
Localização de Jacareacanga dentro do Estado do Pará
Vista parcial da cidade de Jacareacanga
Vista parcial da cidade de Jacareacanga
  • Menos de 1% de sua área é desmatada.
  • É banhado pelo Rio Tapajós e conta com belas praias.
Praias do Rio Tapajós próximo à cidade de Jacareacanga com a Estrutura do evento anual do Jacareverão
Praias do Rio Tapajós próximo à cidade de Jacareacanga com a Estrutura do evento anual do Jacareverão

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Bem Vindos

Com a Intenção de divulgar um pouco do dia a dia do que acontece em Jacareacanga – Pará, as minhas experiências dentro deste grande pequeno pedaço da Amazônia, é que criei este blog.

Na intenção de compartilhar experiências, imagens, situações, opiniões e muito Mais

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Grato

Marciano José Zanella

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Publicitário, desde 1988, Sociólogo, especialista em segurança, defesa e pós graduado em Comércio Exterior. Diretor Presidente da Bm4, Editor Geral da Revista Qap em Alerta e Presidente do Instituto Pernambucano de Segurança-Frei Caneca

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