MOTIVAÇÃO E EDUCAÇÃO NO CONTEXTO ESCOLAR – Uma pequena definição sobre Educação

Texto de ZANELLA, Marciano José [1]

Orientado por: BECKER, Jussara Mª P. [2]

Na sequência do Artigo “Motivação e Educação no Contexto Escolar” é feita uma pequena abordagem sobre Educação, conforme segue:

        Em seu sentido mais amplo, educação significa o meio em que os hábitos, costumes e valores de uma comunidade são transferidos de uma geração para a outra. A educação vai se desenvolvendo através de situações presenciadas e experiências vividas por cada indivíduo ao longo da sua vida.

            O conceito de educação engloba o nível de cortesia, delicadeza e civilidade demonstrada por um indivíduo e a sua capacidade de socialização.

            A concepção de Educação tem por base, o processo de ensinar e aprender, algo presente em qualquer tipo de sociedade, com a finalidade de disseminar, manter, perpetuar e ampliar o conhecimento adquirido e produzido por esta sociedade, bem como tornar viva a sua cultura.

            De acordo com Wittmann e Klippel (2010 – p 25) “As pessoas são produtos e produtoras de sua existência sócio-histórica: gente se produz historicamente. A educação é tudo o que fez ela se tornar quem ela é a partir da sua base biológica. Somos quem somos como resultado de nossa educação, desse processo histórico concreto de nossa própria produção.

            No sentido técnico, a educação é o processo contínuo de desenvolvimento das faculdades físicas, intelectuais e morais do ser humano, a fim de melhor se integrar na sociedade ou no seu próprio grupo.

            O termo Educação que provém do latim: educations, no sentido formal é todo o processo contínuo de formação e ensino aprendizagem que faz parte do currículo dos estabelecimentos oficializados de ensino, sejam eles públicos ou privados.

            O processo educacional atual é composto de vários níveis, determinados pela faixa etária em que os indivíduos se encontram, e consiste em ter indivíduos adultos, detentores de um determinado nível de conhecimento que proporcionam momentos onde ocorrem a disseminação, transmissão e produção de conhecimento.

            Os níveis educacionais atuais são determinados e denominados da seguinte forma: Educação Básica: Educação Infantil; Ensino Fundamental; Ensino Médio; Educação de Jovens e Adultos; Ensino Técnico. Educação Superior: Ensino Superior, Tecnólogo, licenciatura ou Bacharelado; Pós-Graduação ou Especialização; Mestrado; Doutorado; e Pós-Doutorado.

            Em cada um desses níveis, há conteúdos diferenciados a serem abordados, e maneiras ou metodologias diferenciadas para abordar os conhecimentos propostos em cada nível, afim de que o indivíduo alvo seja contemplado com a aquisição, assimilação e construção deste conhecimento.

            Além dos níveis e conteúdos diferenciados, outros fatores a serem observados são as Concepções de Educação. Elas são várias e representam um determinado período da História da Educação ou da evolução educacional. Dentre as concepções, duas ainda estão bem presentes nos dias atuais: a concepção Tradicional e a Progressiva. Elas apresentam conceitos conflitantes ou antagônicos, no que se referem às questões de teoria e da prática.

A Concepção Pedagógica Tradicional também conhecida como “Pedagogia Tradicional” foi introduzida no processo educacional por volta do início do século XIX, concepção esta centrado no Professor como sendo o único detentor do conhecimento, somente ele que sabe, aquele que está ali para transferir seus conhecimentos sobre determinados conteúdos aos alunos.

            Quanto aos alunos, estes eram tidos apenas como receptores de conhecimento, como se chegassem à escola, completamente desprovidos de qualquer tipo de saberes, inclusive com a denominação de “tábuas rasas” nos quais deveriam ser imputados os conhecimentos obtidos até então e que se encontravam em poder dos professores.

            A maneira pela qual esses conhecimentos eram repassados ou transmitidos aos alunos, era através de memorização, da fixação através da repetição, conforme Wittmann e Klippel (2010, p. 89).

O conteúdo, as informações ou o saber historicamente acumulado pela humanidade, deverão ser transmitidos pelos profissionais da Educação e deverão ser assimilados pelos educandos. O importante será que o aluno repita o saber existente, memorize, torne-se uma enciclopédia ambulante.

             Pouco interessava se o aluno havia compreendido, se o conteúdo despertava interesse ou se tivesse significado na vida do aluno. Bastava decorar, saber repetir o que havia sido repassado e o mesmo era considerado apto a prosseguir na escalada de níveis de ensino, por ter atingido os quantitativos exigidos para tal.

A Concepção Progressista veio justamente para questionar a Concepção Tradicional e propor aos educadores e demais entes envolvidos no processo educacional, uma reflexão ampla relativa ao aluno, como um ser que não se encontra desprovido de conhecimento quando chega ao ambiente escolar, como um ser que não é apenas um receptáculo de conhecimento, que ouve, assimila ou memoriza e assim seria considerado provido de conhecimento.

             Isso se caracteriza ao defender o aluno, o ser humano, como um ser cognitivo, provido de inúmeras capacidades, como por exemplo, a capacidade de interagir com os conhecimentos apresentados pelo professor, de compreender e dar significado para sua vida aos assuntos abordados nos diversos níveis de ensino; a capacidade de questionar e assim, criar e produzir novos conhecimentos a partir dos conhecimentos já existentes e apresentados pelos seus professores.

            Esta concepção nos direciona a visualizar o aluno como um ser social, que antes mesmo de chegar ao ambiente escolar, já adquiriu uma vasta gama de conhecimentos no convívio familiar, no convívio com os amigos e demais integrantes de interação diária.

            Outra reflexão à luz desta concepção, é o fator emocional, único e intrínseco a cada ser humano, que desde a concepção do indivíduo já passa a receber influências, e assim até adentrar na escola, é que essas influências e vivências formam as características emocionais que fazem os alunos reagirem e interagirem de formas diferentes, relativo a cada assunto proposto pelo professor.

 

[1] Licenciado em Educação Física UPF – Universidade de Passo Fundo – RS; Cursando Pós Graduação em Organização Pedagógica da Escola: Gestão Escolar pela UNINTER.

[2] Pedagoga (UTP) Mestre em Educação- Currículo e Conhecimento (UFPR), Especialista em Sociologia Política ( UFPR),  MBA em Gestão Social e Sustentabilidade (UNICENP/SISTEMA FIEP/UNINDUS), Prof.ª  Pesquisadora/ Supervisora Estágio (IFPR)  Profª Orientadora de TCC do Grupo UNINTER.

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