QUEM TE OUVIU, ENTENDEU?

Já te aconteceu em algum momento de você falar algo e quem estava lhe ouvindo entender de modo diferente?

A mim já. E como é ruim! Você diz uma coisa e a pessoa entende outra coisa…

Uma das problemáticas da atualidades, fazer-se entender por quem nos cerca.

Na verdade, se fazer entender, não depende apenas de quem fala, é um momento de sincronia de pensamentos onde muitos fatores podem interferir, para que a comunicação possa ser efetiva e o outro compreenda a minha intenção ao pronunciar determinadas palavras.

Por parte de quem se expressa, os fatores que podem alterar sua intenção comunicativa, são: as palavras utilizadas, a entonação de voz, a expressão facial, a expressão corporal como um todo, a expressão emocional, entre outros.

De nada adianta, você dizer: “eu estou feliz” se estiver com cara de raiva, corpo com os músculos tensionados. A impressão é de que a fala seja de ironia. Apenas para exemplificar entre outras tantas situações que poderiam ser citadas.

Portanto, ao se expressar, é necessário utilizar-se de vocabulário adequado, frases bem formadas, apresentado clareza na sua intenção, preferencialmente que seu semblante e seu corpo corroborem na intenção de suas falas.

Mas isso não é suficiente, é necessário que se saiba exatamente com quem se está falando. Facilita um pouco mais se soubemos como pensa a pessoa a quem estamos nos dirigindo. E fica ainda mais fácil nos fazermos entender, se conseguimos identificar o estado de espírito do interlocutor.

Vamos exemplificar:

Na frase: “O Flamengo é um time ruim!”

Se for dita para um flamenguista, ele com certeza vai reclamar e defender seu time.

Se for dita para um vascaíno, ele vai rir e concordar.

Se a mesma frase, for dita depois de uma vitória do Flamengo; O flamenguista vai tirar onda do perdedor, e dizer que o adversário está com inveja. Enquanto que um adversário diria: “como perdemos para um time ruim?”

E se a mesma frase for dita em dia de derrota do Flamengo; o flamenguista provavelmente sentir-se ia ofendido com possibilidades de discussões fortes. Para o adversário, seria motivo de dizer: “Eu sabia, é ruim mesmo!”

A mesma frase, várias interpretações diferentes, decorrentes das convicções futebolísticas e do momento emocional da situação envolvida.

Essa situação ocorre não apenas no futebol, mas sim em qualquer tipo de assunto, discussões ou situações, tais como: política, moda, atualidades, estudos, religião, discussão de gênero e até mesmo no trabalho, entre outras.

Para ser um líder, exercer um cargo de chefia, de modo bem sucedido, é necessário superar inúmeras barreiras, e uma delas, que pode fazer muita diferença, é o FAZER-SE ENTENDER.

Principalmente, pelo fato de que o fazer-se entender exige bastante de quem tenta se comunicar, depende em muito de quem ouve, porque na maioria das vezes não conhecemos as pessoas, pelo menos não o suficiente, e mesmo conhecendo, não sabemos exatamente como está o seu estado de espírito, para absorver o real sentido da fala.

Um desafio, pra mim, pra você e para todos os que desejam menos contratempos decorrentes dos desencontros da comunicação. Difícil, porém necessário.

 

MARCIANO JOSÉ ZANELLA

Licenciado em Educação Física – UPF/RS
Pós Graduado em Gestão e Organização Escolar – UNINTER / PA
Mestrando em Ciências da Educação – Emil Bruner Wold University – Flórida / EUA
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